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Sexta-feira (5 de dezembro de 2008)
Den Haag – Bruxelas
 
Minha estadia na Holanda havia sido curta, não porque eu quisera assim, mas porque tudo havia ocorrido uma forma que eu mesmo não tinha o controle de minha viagem. O motivo de meu retorno prematuro à Bruxelas era uma festa que já havia sido organizada há algum tempo, na qual Max e Tina, que vivem em Athenas, iriam estar. Não me importava muito com a festa, mas sabia que não podia deixar de ver Max e Tina, especialmente por ter sido eu que os motivou a vir para a Bélgica.
 
Como o retorno à Bélgica era obrigatório, não pensei muito e apenas deixei tudo certo para deixar Den Haag pela manhã de hoje. Daniel e eu buscamos ser rápidos durante a manhã, mas o melhor que conseguimos foi sair em cima da hora e pular no primeiro tram que passava. Tivemos que trocar de tram depois e o problema foi que descemos num lugar que não conhecimos bem. Sabíamos que estávamos perto da estação, mas não sabíamos bem onde estávamos.
 
Corremos, eu precisava ainda comprar minha passagem e Daniel precisava chegar na estação. Quando eu cheguei no escritório da companhia de ônibus, busquei fazer tudo rapidamente, porém as 2 garotas que estavam atrás do balcão apenas me diziam que eu não conseguiria pegar o ônibus das 11 da manhã e teria que me contentar com o ônibus das 4 da tarde. Que pessimismo! Elas diziam que até Daniel não conseguiria pegar o ônibus, o que era ainda pior. Ele então seguiu correndo para a rodoviária e eu fiquei esperando minha passagem.
 
Passagem na mão, disse obrigado às 2 pessimistas e saí correndo. Na rodoviária, eu ainda não sabia para onde ir. Perguntei para alguém e corri para onde eu acreditava ser o lugar. Errei na primeira tentativa, mas na segunda cheguei onde queria, vendo Daniel conversando com algumas pessoas. Por alguns instantes pensei que ele havia perdido o ônibus e estava se lamentando aos turistas que estavam por alí, mas ao chegar onde ele estava, descobri que o ônibus estava um pouco atrasado e todos alí estavam esperando o mesmo ônibus. Respirei fundo de alívio, não queria ficar na cidade até as 4 da tarde esperando o outro ônibus.
 
Minha passagem era apenas para o ônibus da tarde, de toda forma, e eu precisava falar com o motorista antes. Quando o ônibus parou, resolvi dar uma de João sem braço e apenas entregar minha passagem para o motorista do ônibus, acreditando que ele nem veria nada. Estava certo, dei minha passagem para o sujeito e ele nem ligou, pelo contrário, olhou para mim e perguntou se eu levava alguma droga em minhas bolsas. Olhei bem para ele e ao ver que ele era do Marrocos, respondi em árabe. Ele riu e me disse para subir no ônibus.
 
Dormi até Bruxelas, aproveitando que o ônibus estava quase vazio. Bruxelas seguia fria e nublada, o que não era nenhuma surpresa para mim e nem para Daniel. Tomamos o tram e seguimos para a casa de Julie, na esperança de ela ter recebido minha mensagem ontem, pedindo para que ela deixasse a chave de seu apartamento na caixa de sapatos na frente do apartamento. Apenas não tinhamos certeza se a mensagem havia chego. Tocamos a campanhia do vizinho e subimos para seu apartamento, encontrando as chaves no lugar que haviamos combinado. Perfeito, agora poderiamos fugir do frio e cozinhar nosso almoço.
 
Pelo meio da tarde, a campainha tocou e não tínhamos nem idéia de quem poderia ser. Daniel desceu e voltou com Tina. Haviamos esquecido que ela chegaria hoje, muito menos que ela viria diretamente para a casa de Julie. Demos então as boas vindas a ela e ficamos conversando por algum tempo. Tina parecia um pouco desanimada com a vida, um pouco deprimida para dizer a verdade e nós não sabiamos ao certo o que fazer para ajudá-la.
 
Pela noite nós nos preparamos para a festa, que já gerava diversas expectativas em nós, já que estava sendo organizada fazia algum tempo e iria acontecer dentro de um barco. Isso era um mistério para mim, eu já imaginava um grande barco no meio do mar ou de um grande lago, com uma enorme festa acontecendo dentro dele. Logo lembrei que Bruxelas não estava na beira do mar, assim como também não tinha um grande lago ou represa. Ficou a dúvida de como seria a festa.
 
Seguimos então para a rua, para tomar o metrô e nos encontrarmos com Julie. Quando nós a encontramos, descobrimos que era tarde demais para irmos caminhando até a festa, havia começado a chover e nós não sabiamos quando iria parar. Tomamos então um táxi e fomos para a festa, que eu achava que seria fora da cidade. O táxi não foi muito longe, estávamos ainda no centro da cidade. Tive dúvidas, mas ao olhar para meu lado esquerdo, vi um rio e uma série de barcos atracados em sua margem. Os barcos não eram grandes, mas pareciam ter diversas funções que não a de barco. Eram restaurante, discoteca, café e tudo mais, menos um barco de verdade.
 
Entramos no barco e logo eu descobri que o lugar era menor do que eu imaginava. Fiquei sem entender o porque de darem uma festa num barco que não é barco, mas como já estava alí resolvi aproveitar. Logo encontrei Max e Sophia, ambos chegando de Atenas, como Tina. Conversei com eles e conheci mais gente, parentes de uns, amigos de outros, amigos do amigo, ex-namorados e toda a gente que estava na festa.
 
A festa seguiu animada e nós fomos uns dos últimos a sair dalí, voltando para a casa de Julie juntos, dentro da noite estupidamente fria de Bruxelas.
 
Sábado (6 de dezembro de 2008)
Bruxelas
 
Hoje foi inevitavelmente um dia de ressaca. Todos estavam devagar, não querendo fazer muito a não ser ficar em casa, próximos do aquecedor. Acordamos tarde e Julie logo saiu para trabalhar, deixando nós 3 em sua casa. Nós tomamos um café da manhã, o que geralmente costumava tomar muito tempo e depois resolvemos fazer alguma coisa na cidade. Daniel estava cansado e resolveu ficar no apartamento, deixando eu sair com Tina para mostrar um pouco de Bruxelas.
 
Cominhamos um pouco, mas em pouco tempo já estavamos perdido e devido ao dia que acabava e ao frio que ficava cada vez mais intenso, resolvemos voltar para a casa de Julie, descansando até a noite, aceitando nossa ressaca.
 
Domingo (7 de dezembro de 2008)
Bruxelas
 
A rassaca já estava curada, mas o inverno parecia deixar todos num ritmo mais lento. Era difícil acordar cedo, era difícil criar ânimo, era difícil sair à rua. Hoje, no entanto, juntamos nossas forças e depois do café da manhã, nós 3 saímos para Bruxelas, para mostrar, finalmente, um pouco da cidade para Tina e para mim, que ainda não conhecia muito da capital belga.
 
Daniel foi nosso guia, já que ele havia passado mais tempo na cidade, fomos então ao famoso “portão”da cidade, chamado Porte du Haal e depois seguimos para a grande praça, mostrando um pouco dos prédios antigos da cidade e o manequin pis para Tina. O dia estava bonito, como um pouco de céu azul, o que não era muito comum em Bruxelas, e isso atraiu muita gente para as ruas do centro da cidade, que estavam bastantes vivas.
 
Um pouco de sol numa tarde de domingo, deixou Bruxelas mais atraente, fora isso a cidade não parecia ter muitas surpresas, exceto por seu ótimo chocolate quente, que eu acredito ser um dos melhores do mundo. Depois de uma boa caminhada, um chocolate quente e uma porção de batata-frita, o que, curiosamente, parece ser a comida mais típica do país, nós resolvemos voltar para a casa de Julie, já que o frio nos maltratava a cada passo que dávamos.
 
Pela noite Max chegou com Sophia e ficamos conversando por um bom tempo, contando histórias de nossas viagens e Max contando sobres suas expectativas de sua viagem para a Índia. Somente perto da meia-noite Julie chegou de seu trabalho e a conversa continuou, tanto que até o vizinho de baixo subiu para reclamar do barulho, o que nunca havia acontecido até então. Depois disso, Max foi embora com Sophia, mas deixou combinado para amanhã uma viagem até Antwerpen, uma cidade no norte país, próxima da Holanda, que segundo ele, é tida como uma das mais bonitas do mundo.
 
Duvidei um pouco disso, porém aceitei o convite.
 
Segunda-feira (8 de dezembro de 2008)
Bruxelas
 
Acordamos cedo, bem, um pouco mais cedo que o normal, com o intuito de irmos com Max até Antwerpen. Eu não estava muito animado, pois sabia que precisava fazer diversas tarefas, entre elas atualizar o meu site, o que eu estava prorrogando já havia algum tempo. Mesmo assim me aprontei para seguir para a estação de trem e quando já tinhamos tudo pronto para partir, comecei a sentir minhas vertigens novamente, de uma forma bastante intensa, que eu quase não conseguia ficar em pé. Tive que sentar e percebi que não estava me sentindo suficientemente bem para fazer essa viagem.
 
Resolvi ficar então e descansar apenas. Daniel resolveu ficar também, deixando apenas Julie e Tina irem para a cidade ao norte do país. Elas saíram e eu caí no sono, este problema de saúde estava me limitando bastante ultimamente, influindo não apenas em meu equilíbrio, mas também em minha disposição e concentração. Não sabia o que podia ser isso, mas suspeitava de meu stress e ansiedade, que eu sentia nos últimos meses.
 
De toda forma, ficar na casa de Julie me fez bem. Relaxei apenas e não pensei em muita coisa. Pela noite Daniel e eu resolvemos assitir a um filme que tinhamos: Blade Runner. Quando o filme acabou Julie e Tina chegaram, contando as histórias de seu dia em Antwerpen, que parece ser o centro mundial do comércio de diamantes e uma cidade realmente muito bonita, o que até então eu não sabia.
 
Terça-feira (9 de dezembro de 2008)
Bruxelas
 
Hoje era o último dia de Daniel em Bruxelas. Ele tinha sua passagem para Londres para a noite de hoje e logo pela manhã já arrumou suas malas para deixar tudo pronto para partir pela noite. Ele ficaria apenas alguns dias em Londres e depois tomaria um avião para o Brasil. Era o fim da viagem dele.
 
Para variar um pouco, ficamos na casa de Julie quase que o dia todo, sempre fazendo planos para o dia, mas sempre sem tempo para executá-los. Somente quando já era noite, nós saímos todos juntos – fato inédito até então. Com a grande mala de Daniel, saímos para fazer alguma coisa no centro da cidade e depois deixá-lo na estação de ônibus. Como a mala era grande, além de um grande problema, deixamos esta grande caixa com rodinhas na casa de Galia e depois saímos para ver a feira que acontecia na cidade.
 
Esta feira, que acontece durante todos os invernos, era bastante interessante e contava com diversas barracas que vendiam desde comida típica do país, a inutilidades de todos os tipos. Uma das maiores atrações do local era a pista de gelo. Eu nunca havia patinado no gelo, mas não fiquei muito motivado ao ver as pessoas caindo sem parar sobre o gelo do local. Mesmo assim aceitei o convite, porém quando fomos entrar no local descobrimos que eles já estavam fechando, pois era tarde. Mais uma vez, estávamos atrasados para tudo.
 
A essa altura já era hora de Daniel partir e tomar seu ônibus. Despedimo-nos dele e seguimos para a casa de Galia, onde ela estava descansando. Alí reencontrei Matheus, o simpático belga que eu conheci na fronteira de Israel, juntamente com Galia, meses atrás. Desde então não havia mais o visto e agora ele chegava da Suíça, após ter completado o treinamento da Cruz Vermelha, a organização para a qual trabalhava. Ele chegara hoje na Bélgica e já se preparava para deixar o país antes do natal, para encabeçar uma missão na Argélia.
 
Foi ótimo revê-lo e enquanto eu conversava com ele, conheci também Nini, a irmã mais nova de Galia, que já chegava bêbada alí. Não levou muito tempo para que as 2 irmãs começassem a brigar e armar o circo na frente de todos. A situação ficou um pouco delicada, mas Matheus tomou parte na briga e passou a acalmar as partes, provando seu talento para a Cruz Vermelha. Depois de tudo isso, Julie, Tina e eu, resolvemos ir embora, comendo algo na rua e depois seguindo para a casa de Julie, para apenas descansar.
 
Quarta-feira (10 de dezembro de 2008)
Bruxelas
 
Agora era apenas Julie, Tina e eu na casa. Planejamos então de ir para alguma cidade vizinha de Bruxelas hoje, como a cidade de Bruje ou Ghent, ambas famosas por serem mais atraente que Bruxelas.  Porém seguimos com o mesmo problema: acordamos tarde, levamos horas para comer o café da manhã e ficamos prontos apenas no meio da tarde, o que não vale muito numa época em que a noite chega antes das 5 horas da tarde.
 
Como já era tarde, ficamos por Bruxelas mesmo, voltando ao centro da cidade, tomando um chocolate quente e depois patinando no gelo. Confesso que não era muito fácil patinar sobre o gelo, mas até que eu me saí bem para a minha primeira vez. Caí apenas algumas vezes e em outras me agarrei em Julie ou na proteção lateral da pista. Pensei que uma hora seria muito, mas no final das contas, foi pouco e eu acabei gostando de patinar. Apenas não consegui entender como algumas pessoas conseguiam dar piruetas, voltas e pulos sobre o gelo. Talvez aquilo fosse apenas uma questão de tempo.
 
Depois de nossa sessão sobre o gelo, ainda fomos para o cinema, onde assistimos ao novo filme dos irmãos Coen. Haviamos conseguido fazer diversas coisas hoje e ao final do dia voltamos para a casa de Julie com a sensação de dever cumprido, mesmo sabendo que eu não estava fazendo nada do que eu precisava fazer.
 
Quinta-feira (11 de dezembro de 2008)
Bruxelas (mais uma vez)
 
Hoje não foi muito diferente de ontem. Eu tentava trabalhar um pouco em frente ao meu computador, mas nunca conseguia a concentração que precisava para escrever. Isso somado ao fato de acordarmos tarde, levarmos muito tempo até comermos o café da manhã, não conseguimos fazer muitas coisas durante o dia. Seguiamos com nosso plano de seguir para alguma outra cidade hoje, mas, mais uma vez, ao chegarmos na estação de trem, concluimos que já era muito tarde para irmos para qualquer lugar.
 
Tina pelo menos conseguiu comprar uma passagem para Amsterdam para amanhã, para sair cedo e voltar pela noite. Para aproveitar o resto de dia que tínhamos, caminhamos pela cidade, passando pelo Museu de Arte Moderna, pelo Palácio Real, por diversos parques e até mesmo pelo famoso Atomiun, um dos símbolos da cidade (depois do manequin pis é claro). O Atomiun, construído décadas atrás para receber a famosa Exposição Universal (que era apenas européia), assim como a Torre Eifel, segue sendo um dos símbolos da cidade, mesmo não sendo tão famoso quando a torre francesa.
 
Hoje, mesmo não conseguindo fazer o que havíamos planejado, conseguimos ver boa parte da cidade e deixar tudo pronto para amanhã ver uma das cidades que queriamos.
 
Sexta-feira (12 de dezembro de 2008)
Bruxelas – Antewerp – Bruxelas
 
Tina seguiu para Amsterdam logo pela manhã, pois tinha que voltar pela noite. Já Julie e eu, constinuamos com nosso plano de seguir para alguma cidade vizinha e hoje fizemos o possível para conseguir isso. Saímos cedo da casa de Julie e chegamos na estação de trem ainda a tempo de aproveitar o dia, infelizmente o trem que saía para as cidades que queriamos levaria algum tempo e essa espera quebraria nosso dia, mesmo assim não perdemos nossa viagem e seguimos para Antwerpen.
 
Agora era a minha vez de conhecer a cidade dos diamantes. A viagem de trem foi curta e em pouco tempo já chegávamos no norte do país, em meio à região chamada Flanders, que é habitada basicamente pelo povo felmish (flamengo). Logo na saída da estação já era possível perceber que esta cidade era mesmo diferente de Bruxelas, ou seja, esta cidade era bonita, organizada e com mais vida.
 
Eu, que tinha tomado Bruxelas como Bélgica, percebi que estava enganado, a Bélgica era mais que sua capital e estas cidades eram muito mais atraentes que a sede da Comissão Européia. Antwerpen era realmente uma das belas cidades da Europa, com sua arquitetura trabalhada, seu movimentado centro e seu pequeno porto, a cidade valia a pena ser conhecida. Julie e eu passamos algumas horas na cidade, até voltarmos para Bruxelas e reencontrarmos Tina, que voltava de Amsterdam.
 
Julie tinha uma festa de uma amiga para ir e esperou por Tina até seguir para lá. Eu que já havia dito que não iria, pois precisava trabalhar urgentemente, apenas esperei as 2 saírem para trablahr um pouco. Porém nem tudo saiu como eu imaginava. Tina chegou e ambas se aprontaram para ir, apenas esperando um telefonema da aniversáriante para saber onde tinham que ir, porém quando conseguiram falar com a garota, descobriram que a festa já tinha acabado e acabaram ficando no apartamento. E eu não conseguir fazer o que precisava.
 
Sábado (13 de dezembro de 2008)
Bruxelas
 
A sensação de não estar fazendo nada de útil e o peso em minha consciência, apenas cresciam com o passar dos dias. Eu tentava, mas não conseguia fazer nada do que precisava, sabia que precisava de um tempo sozinho para conseguir fazendo pelo menos o mínimo necessário, mesmo assim não conseguia isso e tampouco tinha previsão de quando conseguiria fazê-lo. Havia sempre muita gente em meus dias e essa gente fazia muitos planos e me incluiam em todos. Planos estes que muitas vezes eu não podia recusar e isso, repetidas vezes, me colocaram na situação que eu estava agora: com trabalho atrasado, sem tempo para mim e sem previsão de conseguir fazer o que eu precisava.
 
Hoje eu havia separado para fazer o que eu precisava, mas mesmo assim não consegui. Hoje era o último dia que eu tinha para comprar alguns presentes de natal antes que eu fosse para Paris. Havia pensado em comprar chocolates e para isso não há lugar melhor que a Bélgica, famosa por ser casa do melhor chocolate do mundo.
 
Saí então com Julie e Tina para comprar meus chocolates, porém assim que fiz o que precisava, retornei sozinho à casa de Julie, na esperança de conseguir adiantar um pouco meu trabalho. O problema foi que eu não demorei a descobrir que eu não tinha a mínima idéia de como chegar na casa de Julie. Em pouco tempo já estava perdido nas ruas de Bruxelas e enfrentando um frio de números negativos, sem conseguir alguém para me dar as informações que eu precisava.
 
Estas vertigens que eu tinha estavam afetando também o meu senso de direção e constantemente eu me perdia. Levei algum tempo até chegar à casa de Julie, mas consegui. Tomei um banho quente e quando comecei a trabalhar, Julie e Tina chegaram. E o trabalho teve que ser adiado mais uma vez. 
 
Domingo (14 de dezembro de 2008)
Bruxelas
 
Tina foi embora logo pela manhã de hoje, tão cedo que eu nem a vi sair. Agora apenas Julie e eu estávamos no apartamento e tiramos o dia para nos organizarmos, já que todas as pessoas que haviam passado pelo apartamento haviam deixado uma bagunça. Organizamos o apartamento e fizemos um  pouco daquilo que precisávamos, ou seja, trabalhamos em silêncio, cada um sobre seu assunto. Logo descobri que eu precisaria de muito tempo para fazer tudo o que eu precisava, mais que um ou 2 dias de silêncio. Talvez uma semana ou mais.
 
Como eu já estava metido num grande problema e precisaria de tempo para resolvê-lo, relaxei um pouco e aproveitei minha última noite em Bruxelas para ir à um restaurante com Julie e comer uma boa comida. Depois desse bom jantar, nós voltamos para o apartamento dela e eu arrumei minhas malas, para seguir para Paris ainda amanhã. Dormi então minha última noite em Bruxelas.

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