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Segunda-feira (1 de outubro de 2007)
Jaipur – Pushkar (num ótimo ônibus)
 
Já tinha a passagem de saída de Jaipur, a qual eu havia comprado ontem. O ônibus estava marcado para as 9:30 da manhã e me deu tempo para acordar um pouco mais tarde e arrumar minhas coisas.
 
Estava feliz em deixar esta cidade. Quando cheguei no ônibus percebi que a passagem que eu havia comprado mais cara, para um ônibus turístico, direto e com ar-condicionado não passava de uma lenda. O ônibus era pequeno, estava infectado de indianos e apenas mais uns 7 ou 8 turistas, as quais estavam desesperados para sair de Jaipur, já que todos haviam sofrido na mão dos pilantras. O ônibus não foi uma exceção.
 
Dentro do ônibus os indianos se organizaram da forma mais mal-educada possível, como só eles sabem fazer, e tomaram todos os lugares decentes do veículo. Os turistas que conseguiram um bom assento logo foram removidos e enviados para a frente, junto ao motorista (como eu no caso) ou para a última fileira de assentos. A viagem seguiu como o ônibus “expresso”parando a cada quilômetro para pegar mais passageiros.
 
Quando já perto de Pushkar o ônibus subiu uma montanha, porém ao descê-la teve alguns problemas. As marchas não entravam mais e o motorista foi controlando o ônibus cheio com o freio que não funcionava bem. Eu estava ao lado do motorista e não estava nada feliz com o o lugar onde eu estava. De qualquer forma, o ônibus conseguiu chegar até o pé da montanha e verificar que não era possível seguir mais. Nem Krishna nos ajudou desta vez.
 
Os indianos quase bateram no motorista. Vejo o que é o indiano de verdade e não confunda com a imagem que é exportada, de um sujeito quase “santo”. Todos os passageiros esperaram no meio da pista um novo ônibus passar para nos levar até Pushkar. Logo passou um coletivo quase vazio e em pouco tempo já estávamos em Pushkar.
 
A primeira impressão que eu tive da cidade não foi nada boa. Falavam tanto dela, mas no fundo era apenas uma vila sem nada de muito especial como haviam me dito. Bem, quem havia me dito havia sido um grupo de israelenses, raça que dominava a cidade. Acho que havia mais israelenses alí que todos os outros turistas somados e isso algumas vezes gera probelmas: já que eles não gostam de respeitar muitas regras e quase sempre arranjam briga nos hoteis e com os indianos, o que faz com que muitos lugares não aceitem eles. Não me leve a mal, estou escrevendo o que acontece apenas.
 
De qualquer forma Pushkar era famosa por 3 motivos principais: a imensa feira de camelo que ocorre todo ano, o seu lago sagrado e pelo único templo dedicado à Brahma no mundo – segundo os indianos. Ocorre que a feira de camelo não estava acontecendo, o lago parecia mais uma poça d’água e o templo de Brahma era apenas mais um templo comum, onde mesmo dentro dele eu tive que perguntar se era mesmo o tão famoso templo de Brahma.
 
Pushkar não me encantou, mas tinha paz. Era tranqüila e não havia gente querendo te vender ou te enganar pelas ruas. Isso já era bom. Ao final da tarde eu subi até o topo de uma montanha nas proximidades da cidade e vi o Sol se por de lá. Isso foi interessante, mais que a cidade em si. Quando desci da montanha, além de hordas de indianos e dezenas de vacas paradas, ruminando no meio da rua eu encontrei o casal de holandeses que havia conhecido em Agra. Jantamos juntos, conversando e dando risada das coisas que você só encontra na Índia e faz deste país uma experiência única, unicamente difícil.
 
Terça-feira (2 de outubro de 2007)
Jaipur – a caminho de Agra
 
Acabei tirando o dia para descansar hoje. Acordei tarde, arrumei minhas coisas e comprei a passagem de ônibus para Agra, num ônibus que me venderam como leito e direto. Tive dúvidas (já que não acredito em mais ninguém neste país), no entanto não tive muitas opções.
 
Ao sair da hospedagem onde eu estava sabia que não teria muita coisa para fazer. Não havia nada mais a ser visto na cidade e eu não conhecia ninguém além do casal de holandeses. Almocei então e chequei meus e-mails num cyber café. Depois fiquei num restaurante matando o tempo até o relógio marcar 7:30 e eu tomar o ônibus para Agra.
 
Quando cheguei ao ônibus já havia alguns turistas brigando com os indianos. Não me espantei. Apenas perguntei qual era o meu ônibus e me preparei para o pior. Por incrível que pareça o ônibus era bom e realmente haviam camas no veículo. Como estava muito bom para ser verdade eu desconfiei. E com razão. Poucos quilômetros dalí, na grande cidade vizinha, Ajmer, o ônibus parou e todos tiveram que descer para trocar de ônibus.
 
O ônibus para Agra estava atrasado e chegou apenas às 10 horas da noite, depois de quase 2 horas de espera. Pior do que isso, estava caindo aos pedaços. Estava preparado para o pior e quando entrei no veículo encontrei algo que poderia ser mais definido como um galinheiro que um ônibus leito. Havia assentos e camas, sobre os assentos. A minha cama estava lá, no fim do ônibus, onde não havia mais assentos, mas apenas sacos carregados de cebola e bolsas com roupas. A cama estava coberta com um pano tão sujo que nem serviria para tapete, mas com eu já esperava isso mesmo, deite nele e tentei dormir. Tentei.
 
A suspensão do ônibus, assim como o motorista dele, não era das melhores. A cada buraco eu voava alguns centímetros acima da cama, o que transformava o simples dormir num imenso desafio. Com muito esforço e técnicas de relaxamento eu consegui dormir. Acordei no meio da noite com gente subindo no teto do ônibus e entrando pela janela. O veículo havia parado em Jaipur. Nenhuma surpresa.
 
Quarta-feira (3 de outubro de 2007)
A caminho de Agra – Agra
 
Dormi no ônibus e acordei em Agra por volta das 6 da manhã. Havia conhecido 2 holandesas no ônibus e fomos juntos para um hotel nas proximidades do Taj Mahal. Era cedo demais e tivemos que esperar os quartos serem desocupados e limpos, mas isso não foi um problema. Quando eu deixei minha pequena bagagem no quarto, lembrei que ainda tinha que pegar a minha grande bagagem, incluindo a bicicleta, que estava trancada num quarto em Fatehpur Sikri, a apenas 40 quilômetros dalí.
 
Decidi tomar um ônibus o mais breve possível e ir para lá. O ônibus levou 2 horas para percorrer os 40 quilômetros, atingindo uma melhores marcas que eu já havia visto até hoje. De bicicleta eu faria mais rápido. Mesmo assim cheguei em Fatehpur. Alí eu almocei e peguei minha bicicleta e meus alforjes, para então voltar pedalando até Agra, onde cheguei cansado e querendo apenas ter uma boa noite de sono.
 
Como o pôr-do-sol estava incrível resolvi, junto com as holandesas ir até às margens do Rio Yamuna, o rio negro de sujeira que passa logo atrás do Taj Mahal, para ver o fim do dia dalí, aproveitando que estavamos ao lado de uma das maravilhas do mundo. As luzes do cair da tarde foram incríveis e deram o colorido especial para este longo dia de viagens. Estava pensando em ir embora para Delhi ainda amanhã, mas percebi que não conseguiria e nem valeria a pena, pois ainda tinha que ver o Taj Mahal e fazer isso com calma.
 
Dormi cedo, preparando-me para ver o sol nascer de dentro do Taj Mahal.
 
 
Quinta-feira (4 de outubro de 2007)
Agra
 
As holandesas bateram em minha porta às 6 da manhã. Fazia frio, mas eu não perdi tempo, apenas coloquei uma camisa por cima da que eu estava usando e fui para o Taj Mahal que estava a cerca de 30 metros da hospedagem onde eu estava ficando. Comprei o ticket por absurdos 750 rúpias, enquanto via os indianos pagar 20 e entrei na fila para ser revistado e entrar no local.
 
Já dentro do Taj eu me deliciei com a paisagem, mas mais do que isso, vibrei com os turistas tirando as fotos mais engraçadas do mundo, com poses em que fingiam segurar e abraçar o Taj Mahal. Não havia como não dar risada. Os turistas alí eram um espetáculo a parte, mesmo porque eles chegam de ônibus e quase nem pisam nas ruas da Índia. Num determinado momento eu vi 5 mulheres vestidas de branco – para combinar com as cores do Taj, á claro – liderando a competição de fotos ridículas. Cheguei mais perto e escutei elas falando português. Brasileiras! Tão raro encontrar um brasileiro por aqui e quando encontro é isso.
 
Fiquei cerca de 3 horas dentro do Taj Mahal, tempo suficiente para vê-lo de todos os ângulos e com diversas luzes, além das contruções vizinhas, como um pequeno museu e uma mesquita do lado do Taj Mahal. O mais incrível para mim foi quando eu entrei dentro da construção – onde fotos estão proibidas – e vi apenas um espaça vazio e o túmulo de Shah Jahan e de sua esposa Mumtaz Mahal. Mostrando que o Taj Mahal é mesmo um dos maiores monumentos dedicados ao amor. Quando saí do local já sabia que com o mesmo ticket não poderia mais entrar, então despedi-me do Taj Mahal, cuja beleza é quase hipnótica.
 
Voltei para a hospedagem, lavei minha roupa, pois não tinha mais nada limpo, almocei e descansei um pouco, antes de seguir para o Agra Fort, outra imponente construção da cidade de Agra. Também construído às margens do rio Yamuna, porém pelo imperador Akbar, em 1565. Melhoramentos foram feitos por outros emperadores, especialmente pelo neto de Akabar, Shah Jahan, que transformou o forte num palácio, o qual foi sua prisão durante 8 anos após seu filho Aurangzeb tomar o poder.
 
O forte conta com uma extensa história que vai do imperador Akabar à invasão dos ingleses que o utilizaram como depósito de armas. São diversas as construções dentro do local, variando de mesquitas a auditórios. Todos feitos com uma rocha vermelha e mármore branco, que ganham uma tonalidade especial com os últimos raios de sol do dia. E nas janelas deste forte, vendo o Taj Mahal no horizonte eu encerrei o meu tour pela cidade de Agra.
 
Quando voltei à hospedagem as holandesas estavam me esperando para irmos jantar. Fomos então a um restaurante bom da cidade e nos deliciamos com a ótima culinária indiana, antes de cairmos no sono.
 
Sexta-feira (5 de outubro de 2007)
Agra – Kosi Kalam (105 km)
 
Inicei minha curta pedalada até Delhi hoje, pouco mais de 200 quilômetros que eu planejei completar em 2 dias. Assim, acordei cedo e já com quase tudo pronto para partir eu tomei meu café da manhã, despedi-me de todos e segui para a estrada. Como eu já previa o trânsito indiano logo me pegou e me travou nas ruas de Agra. Fiquei uns 30 minutos dentro de uma gigante confusão sem precedentes, onde os caminhões empurravam os carros, os carros empurravam as motos, as motos as bicicletas, as bicicletas as pessoas e as pessoas empurravams os cachorros que não tinham para onde correr.
 
Depois do tumulto foi apenas pedalar debaixo do sol forte. A estrada estava muito boa, já que este é um dos trechos mais movimentados e turisticos do país. Não tive problemas para encontrar água nem mesmo comida pelo caminho. Cerca de 50 quilômetros longe de Agra passei por Mathura, uma das cidades sagradas dos hindús, pois é onde dizem que Krishna nasceu.
 
Eu estava interessado em ver o local onde ele nasceu, mas quando vi a confusão que era essa cidade achei melhor seguir meu caminho e não parar nessa cidade que também é onde está o quartel general do movimento Hare Krishna. Passei reto e continuei na direção de Delhi enfrentando especialmente a poluição, que atingiu níveis desconhecidos para mim até então.
 
As chaminés das fábricas soltavam uma fumaça laranja que não se desmanchava no ar, criando núvens laranja no céu. Uma imagem nada agradável. Quem mais sofreu com isso foram meus olhos que se irritaram e lacrimejaram com tamanha sujeira no ar. Mesmo assim segui em frente, parando onde eu havia planejado, uma pequena cidade chamada Kosi Kalam, exatamente no meio do caminho entre Delhi e Agra.
 
Parei num hotel de luxo ao lado da estrada para pedir informações. Indicaram-me um hotel perto da estação de ônibus da cidade. Vi o hotel e concordei em ficar, porém quando estava colocando minhas coisas no quarto o sujeito disse que eu não poderia mais ficar alí, pois o hotel era só para indianos. Tive que me conter e respirar fundo para não brigar com o indiano. Discuti por algum tempo com ele, que não sabia se deixava eu ficar alí ou não. Não sabia de nenhum outro lugar no local, mesmo assim virei as costas e fui embora.
 
Logo encontrei um outro hotel que também não me aceitou. Um situação inacreditável, que eu só havia visto antes em Mianmar, onde havia um motivo claro para isso, as regras dos duros militares, mas aqui não havia razão. Segui em frente então e encontrei um hotel de estrada que aceitou receber um turista. O local era bom para um hotel indiano de beira de estrada e fiquei por alí mesmo, apenas cozinhando minha própria comida por não confiar na cozinha de paredes negras onde a comida era preparada.
 
Sábado (6 de outubro de 2007)
Kosi Kalam – Delhi (101 km)
 
Estava feliz com o local, mas como nada é perfeito na Índia logo descobri um pequeno probelma. Pulgas. Quando acordei tinha mais de 20 picadas em meus pés, as quais geravam uma coceira forte e ininterrupta. Bastava eu caminhar para sentir o comichão. Controlei-me, passei uma pomada, tomei o meu café da manhã e caí novamente na estrada, agora para chegar em Delhi.
 
A poluição continuava forte, mais forte na medida que eu me aproximava de Delhi. Meus olhos já estavam completamente vermelhos e ardendo com tanta poluição. Pior que a poluição só os indianos mesmo. Num determinado momento eu parei a bicicleta para beber um pouco de água e ver os camelos que passavam ao meu lado no acostamento, logo chegaram algumas pessoas para apenas me olhar e nada mais. O problema é que desta vez havia uma garoto que queria algo mais. Queria tocar em tudo e quando eu me despedi ele segurou a bicicleta.
 
Disse para ele soltar. Ele não soltou. Eu peguei uma pedra no chão e disse que se ele não soltasse eu tacaria a pedra nele. Isso falando inglês-para-crianças e fazendo mímica. Ele entendeu e ficou bravo. Soltou a bicicleta. Comecei a pedalar e ele segurou de novo. Tentei resistir, mas algo mais forte que eu fez com que eu tacasse a pedra nele – não para matar, mas apenas para ele sotar a bicicleta – ele sotou, mas ficou muito, mas muito bravo. Eu acelerei e ele começou a correr atrás de mim, mas eu tenho uma bicicleta e ele ficou para trás, dei risada da cara dele e depois fiquei com um pouco de peso na consciência do que eu fiz, mas ao mesmo tempo pensava que o garoto também havia merecido. De qualquer forma nada de grave havia acontecido e eu estava a caminho de Delhi.
 
Quando vi o trânsito ficando mais voraz percebi que já estava perto de Delhi. O trânsito era intenso, porém mais organizado que no resto da Índia, mesmo assim, difícil para alguém com um bicicleta carregada. Fiquei travado nos congestionamento e num deternimado momento, empurrado por um rickshaw, eu bati meu bagageiro numa guia alta e ele rachou ao meio.
 
Ele ainda segurava meu alforje dianteiro esquerdo mas balançava um pouco, o suficnete para me fazer pensar em como eu o consertaria, pois assim seria arriscado demais continuar a viagem. Deixei para pensar nisso depois s segui para o endereço que eu tinha, um albergue na zona mais tranqüila da cidade, Chanakyapuri, onde estão todas as embaixadas.
 
O local era grande, limpo e organizado. Tinha que haver algo de ruim e havia mesmo. Os funcionários. Logo na recepção o sujeito diz que está cheio, pergunto se posso fazer uma reserva e ele diz que está cheio para o mês todo. Pergunto se posso fazer eu reserva para o mês que vem e ele responde que está cheio para sempre. A típica educação indiana, que apenas fez eu sentir mais uma vez a vontade de surrar um indiano, mas resisti e na impossibilidade de me hospedar alí eu tive que aceitar a resposta.
 
Quando saia do local conheci um sujeito do Sudão e ele me deu a dica, falando que aquele sujeito era assim mesmo e fazia isso com todos não-indianos – vale lembrar que esse era um albergue para estrangeiros. O jeito era eu esperar um outro recepcionista para fazer minha reserva. Como já era quase noite eu eu nem sabia que hora um outro recepcionista chegaria eu resolvi seguir para a zona da cidade mais famosa entre os turistas: Pahar Ganj, que eu já imaginava como seria.
 
Demorei para conseguir encontrar o local, pois estava a cerca de 7 quilômetros da onde eu estava, mas após algumas perguntas eu consegui e encontrei um lugar como eu imaginava. Sujo, lotado e com muita buzina. Não tinha opção, procurei um hotel e depois de algumas tentativas encontrei um local para passar uma noite ou duas. Após me instalar e tomar um banho gelado eu fui para as ruas, onde eu encontrei os típicos turistas que acabaram de chegar na Índia. Gastando bastante, comprando tudo, comendo por centavos e dizendo que não ligam para a sujeira porque vieram para Índia atrás de respostas e um sentido para a vida.
 
Cada maluco com sua loucura. Eu apenas desejei boa sorte, não queria ser o estraga festa da viagem deles. Espero que eles encontrem respostas boas, pois a única que eu encontrei até agora sempre me diz: saia deste país.
 
Domingo (7 de outubro de 2007)
Delhi – Nova Delhi
 
Pela manhã eu fui logo para o albergue onde eu queria ficar para conversar com outro recepcionista e conseguir uma estadia por alguns dias, já que precisaria ficar na cidade por pelo menos 1 semana, tempo necessário para eu obter os vistos precisarei: Paquistão e Irã. Ao conversar com outra recpcionista – igualmente antipática, mas pelo menos não mentirosa – descobri  havia várias camas vagas e fiz o meu check-in, tendo que fazer um novo cartão de membro, pois o meu já havia vencido.
 
Chanakyapuri, o bairro onde eu me instalei agora, ao lado das embaixadas, é o lugar mais sereno que eu vi neste país e nem parece Índia, o que explicava o fato de eu gostar dele. Se retirassem o pouco de indianos que havia por alí seria perfeito, mas também já seria demais. Contentei-me então com a conquista, que já havia sido grande, pois estar num local sem vacas, macacos e fezes na Índia já é um grande feito para este país.
 
Almocei num dos restaurantes da região e depois fui dar uma volta pela cidade, que à primeira vista me agradou, parecia mais civilizada e com pessoas boas. Fora o conjunto de facilidades que ela oferece. Depois de conhecer melhor o local onde eu teria que passar meus próximos dias, voltei para a hospedagem para buscar as informações básicas sobre como eu tiraria o visto, arrumaria a bicicleta e daria jeito em mais uma série de coisas antes de seguir para o Paquistão. O que não iria acontecer tão cedo.

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