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Cigano Imprimir Recomendar
Membro de um grupo de povos cujos ancestrais são originários da Índia, de onde saíram no século XIV. O nome gitano também é utilizado para designar essas pessoas.
 
Deslocaram-se através do Irã para a Armênia, a Síria, o Egito e o norte da África. No século XVI, os ciganos chegaram à Europa. Atravessaram a Romênia, a Hungria, a Espanha, a França, a Rússia e a Inglaterra. Um pequeno número de ciganos foi da Europa para a América. De tempos em tempos, uns poucos se tornaram sedentários e fixaram residência, mas a maioria deles continua sem pátria, levando uma vida nômade e de acordo com suas próprias leis.
 
Os primeiros ciganos tinham cabelos negros e ondulados, grandes olhos negros ou castanhos e pele escura. Sua altura média era de 1,63 m. A maioria dos ciganos nômades conservaram estas características. Os ciganos que se sedentarizaram foram, aos poucos, tornando-se parecidos com os povos entre os quais se estabeleceram. Os ciganos conservam, com zelo, seus costumes e tradições. Um grupo da Europa oriental fala o romani, uma língua baseada no antigo sânscrito. Outros grupos falam a língua do país em que vivem. Os costumes ciganos variam de uma tribo para outra. Os grupos da maioria dos países católicos observam os dias de festa, as cerimônias, as procissões e ritos da Igreja Católica. Na Inglaterra, os ciganos seguem, geralmente, a Igreja da Inglaterra.
 
Existem ciganos vivendo em grutas, nos contrafortes de Serra Nevada, próximo a Granada, na Espanha. Algumas grutas têm apenas um compartimento, enquanto outras chegam a ter cerca de 20 compartimentos. As lojas, as escolas e as igrejas também são instaladas em grutas. Alguns destes ciganos enriqueceram dançando e cantando para os turistas. São especialistas em flamenco, uma dança espanhola.
 
Os homens ciganos, antigamente, eram exímios músicos e trabalhavam o metal com habilidade. Eram também ferreiros e negociantes de cavalos.
 
A imagem dos ciganos geralmente está associada a de uma gente de vida alegre, sempre errante, reunindo-se em torno das fogueiras dos acampamentos para cantar e dançar. Seu vestuário tem, usualmente, bordados e traçados brilhantes, e usam muitos braceletes dourados e jóias. Os ciganos são também associados, de forma preconceituosa, à idéia de trapaças audaciosas e roubos.
 
Os ciganos foram vendidos como escravos em alguns países da península dos Bálcãs até a metade do século XIX. Durante a Segunda Guerra Mundial, milhares de ciganos húngaros, tchecos, romenos e poloneses foram assassinados nos campos de concentração nazistas.
 
Em outubro de 1999, a prefeitura de Usti nad Labem, cidade tcheca, mandou construir um muro para isolar os ciganos, apesar dos protestos do presidente Vaclav Havel, das associações de defesa dos direitos humanos e da União Européia. Isso veio a salientar um já antigo preconceito contra os ciganos por parte das nações européias. Atualmente, os ciganos têm dificuldade para conseguir emprego, e as crianças são rejeitadas na maioria das escolas, sendo obrigadas a estudar em instituições para deficientes mentais.
 
Uma pesquisa realizada em 2000 revelou que 20% da população cigana tcheca já havia deixado o país em busca de uma vida melhor. O mesmo acontece em outros países europeus como a Romênia. Na Iugoslávia, alguns mudam o próprio nome para escapar das perseguições, e outros negam suas origens com medo da morte.
 
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