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Bangladesh é um nova nação do centro-sul da Ásia que no passado fez parte da Índia e Paquistão. Conquistou a independência em 1971. Bangladesh é um dos países mais populosos do mundo e também um dos mais pobres. Com cerca de 150 milhões de pessoas numa área de apenas 144 mil km², o país tem uma densidade demográfica de mais de 1000 hab./km2 (o Brasil tem cerca de 20 hab./km2).
 
Daca é a capital e maior cidade do país, com mais de 10 milhões de habitantes. O clima do país é basicamente tropical com chuvas de monção. Por estar localizado no delta do rio ganges e Brahmaputra e ter a maior parte do território numa altitude inferior à 10 metros, Bangladesh sofre freqüentes inundações, provocando mortes e prejuízos. Graça as suas planícies alagadas, o país é responsável por metade da produção mundial de juta.
 
Muitos dos aspectos físicos e culturais de Bangladesh são partilhados com Bengala Ocidental (West Bengal), região vizinha pertencente à Índia. A maioria da população é muçulmana (85,5%), uma parcela hindu (13%) e o restante ligado a outras religiões, no entanto, aqui, ao contrário da Índia, os 2 grupos convivem sem conflitos.
 
 
HISTÓRIA
 
Antigas epopéias hindus indicam que, há milhares de anos, algumas tribos habitavam um reino chamado Vanga, na região que hoje é Bangladesh. Dos anos de 320 a 540, a região fez parte do Império gupta. Os governantes budistas assumiram o controle de Bengala Oriental em meados do séc. VIII. Depois de cerca de 300 anos de dominação budista, os reis hindus tomaram o poder. A partir do séc. XIII, os turcos muçulmanos, que haviam conquistado o norte da Índia, expandiram-se até Bengala Oriental. Os governantes muçulmanos independentes controlaram partes de Bengala até 1576, quando Akbar, um imperador mogol, conquistou a região.
 
Bengala tornou-se parte do Império Mogol, que englobava quase toda a região hoje compreendida por Afeganistão, Índia e Paquistão. No início do séc. XVIII, o Império começou a enfraquecer, principalmente porque os poderosos grupos hindus do centro e do oeste da Índia rebelaram-se contra a dominação muçulmana. Ao mesmo tempo, Bengala e outras províncias tornavam-se cada vez mais independentes, à medida que os nababos tomavam mais poder para si.
 
Durante o séc. XVI, entretanto, comerciantes europeus competiram entre si pelo controle do lucrativo comércio entre as Índias Orientais e a Europa. No início, encontraram forte resistência dos nababos das províncias, que exigiam impostos em troca de regalias comerciais. Mas, com o enfraquecimento do Império Mogol no séc. XVIII, os europeus aumentaram sua influência.
 
A Companhia Inglesa das Índias Orientais foi licenciada pelo governo inglês em 1600, para desenvolver o comércio com a Índia e com o Extremo Oriente. Em meados do séc. XVIII, a companhia se tornara o poder comercial mais forte de Bengala.
 
Os funcionários corruptos da companhia lucravam enormemente com a produção de juta em Bengala Oriental, mas pouco faziam para melhorar as condições de vida do povo. O descontentamento levou à Revolta dos Sipaios, em 1857. A revolta fracassou, mas fez o governo britânico tomar para si o controle da companhia, em 1858. Todo o território indiano anteriormente controlado pela firma passou a ser conhecido como Índia Britânica.
 
Bengala então tornou-se uma das províncias da Índia Britânica. Sob a dominação inglesa, o desenvolvimento industrial e as reformas educacionais progrediram rapidamente em Bengala Ocidental, onde a maioria da população era composta de hindus. Muitos hindus conquistaram poder político e econômico. Mas Bengala Oriental, onde a maioria da população era muçulmana, continuou atrasada e agrícola.
 
Em 1905, o vice-rei da Índia Britânica dividiu Bengala em duas partes - Bengala Ocidental e Bengala Oriental. Esta passou a constituir uma nova província. Muitos bengaleses hindus opuseram-se à divisão. Temiam a perda do poder político e econômico. Os muçulmanos, porém, apoiaram a divisão, pois compunham a maioria da população da província. O conflito provocou revoltas sangrentas entre hindus e muçulmanos. Os ingleses anularam a divisão em 1911 e Bengala tornou-se novamente uma só província.
 
Em todo o território da Índia Britânica, os movimentos pela independência começaram a ganhar força no séc. XX. A Liga Muçulmana, organização política criada em 1906, tornou-se porta-voz da minoria muçulmana da Índia. Por volta de 1940, os líderes da liga exigiam que uma nação muçulmana independente - a ser chamada Paquistão - fosse criada em território indiano. Os conflitos entre hindus e muçulmanos na década de 1940 convenceram os líderes governamentais de que a Índia teria de ser dividida. Em 1947, a Grã-Bretanha deu independência à Índia e criou o Paquistão como nação independente. Bengala foi dividida entre os dois países. Bengala Ocidental tornou-se um estado da Índia e Bengala Oriental tornou-se o Paquistão Oriental.
 
O Paquistão Oriental era separado do Paquistão Ocidental por cerca de 1.600 km de território indiano. Os paquistaneses-orientais compunham mais da metade da população do Paquistão, mas os paquistaneses-ocidentais controlavam o governo, a economia e as Forças Armadas de todo o país. Em dezembro de 1970, houve eleições em todo o Paquistão para escolher uma assembléia que faria a legislação e redigiria outra Constituição. A Liga Awami, partido liderado pelo xeque Mujib Rahman, do Paquistão Oriental, ganhou a maioria das cadeiras.
 
Em março de 1971, o presidente Yahya Khan, do Paquistão, adiou o primeiro encontro da Assembléia. Os paquistaneses-orientais protestaram. Khan enviou tropas do exército para acabar com os protestos. O xeque Mujib foi preso no Paquistão Ocidental.
 
A Guerra Civil logo foi deflagrada. A luta teve início no Paquistão Oriental. Depois, em 26 de março de 1971, os paquistaneses-orientais declararam o Paquistão Oriental uma nação independente, chamada Bangladesh. Organizaram exércitos guerrilheiros para lutar contra as tropas governamentais. Milhares de civis morreram nas sangrentas batalhas que se seguiram e milhões de refugiados foram para a Índia.
 
Nos primeiros meses da guerra civil, as guerrilhas do Paquistão Oriental também atingiram a Índia. As forças governamentais bombardearam o território indiano e perseguiram os guerrilheiros do outro lado da fronteira. As tropas indianas responsáveis pela fronteira entraram em conflito com soldados do governo paquistanês. As forças indianas, combinadas com os guerrilheiros, derrotaram o Paquistão Ocidental, que se rendeu em dezembro de 1971.
 
O xeque Mujib saiu da prisão em janeiro de 1972. Voltou para Bangladesh e tornou-se primeiro-ministro do país. Em janeiro de 1975, Bangladesh emendou sua Constituição para dar ao presidente todo o poder executivo. Mujib deixou o cargo de primeiro-ministro e assumiu a Presidência. Em agosto de 1975, líderes militares de Bangladesh assassinaram Mujib.
 
Em meio a grande crise, em março de 1982, o general Hossain Mohamed Ershad chegou ao poder por um golpe de Estado e dissolveu o Parlamento. Os problemas sociais e econômicos não foram resolvidos e se acentuaram. Em 1990, Hossain foi forçado a renunciar e foi preso, sob acusações de corrupção e abuso de poder.
 
Em 1991, Begum Khaleda Zia elegeu-se primeira-ministra. Sua principal medida foi instaurar o regime parlamentarista, após 16 anos de presidencialismo. Violência e corrupção marcaram as eleições de 1996. A forte pressão militar fez Khaleda Zia renunciar.
 
Em 2001, a oposição organizou duas greves gerais. Uma onda de manifestações populares e atentados varreu o país, deixando centenas de feridos e causando várias mortes. Nas eleições parlamentares desse mesmo ano, o partido oposicionista, Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), foi o grande vencedor, conquistando 197 cadeiras. A ex-primeira-ministra Khaleda Zia, líder do BNP, voltou a ocupar o cargo. Em junho de 2002, o presidente Badruddoza Chowdury renunciou e o cargo foi ocupado por Iajuddin Ahmed. Em setembro desse ano, Ahmed foi declarado eleito porque não havia outro candidato à Presidência da República.
 
Em dezembro de 2002, explosões de bombas causam a morte de 18 pessoas, e as investigações excluem o envolvimento da rede terrorista Al Qaeda. Cerca de 40 oposicionistas acabam presos. Em 2003, a Liga Awami convoca sucessivas greves gerais contra o governo e prossegue com as paralisações em 2004, tentando, sem sucesso, derrubar a primeira-ministra, Khaleda Zia. Em maio, o Parlamento emenda a Constituição, reservando 45 vagas de deputados para mulheres. Líderes políticos, em julho, recebem ameaças de morte do grupo fundamentalista islâmico Mujaheddin-al-Islam, e, semanas depois, um atentado contra um encontro da Liga Awami mata 19 pessoas. Entre julho e setembro, Bangladesh sofre as piores enchentes dos últimos anos, que deixam 600 mortos e 30 milhões de desabrigados. Em dezembro é atingido pelo tsunami, que provoca a morte de pelo menos duas pessoas.
 
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