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Segunda-feira (25 de setembro de 2006)
Kaitaia – Auckland (carona)
 
Após a constatação da real perda do meu cartão de crédito, de algumas ligações e de algumas dúvidas sobre o que eu teria que fazer nos próximo dias até providenciar um novo pedaço desse valioso plástico, minha nova semana começou. Comecei preparado para um semana atípica, o que não é uma grande novidade para mim, com exceção que desta vez eu teria que lidar com a falta de dinheiro.
 
Desde o começo eu não me preocupei muito, pois obstáculos sempre aparecem e são feitos para serem superados. Eu já estava superando este, o único problema é que, neste caso, a solução iria me tomar alguns dias, até um novo cartão ficar pronto no Brasil e chegar aqui no outro lado do mundo.
 
Agora minha dúvida era sobre o que eu faria. Voltaria para Auckland e buscaria um emprego? Ficaria nesta pequena cidade e buscaria um lugar gratuito para ficar? Essa dúvida acompanhou cada passo meu nesta nublada manhã. Tomei meu café da manhã: leite, torradas e dúvidas. Arrumei minhas malas: roupas, papeis e dúvidas. Tomei banho e levei para o banheiro: toalha, sabonete e dúvidas.
 
Após algum tempo a sós com essa dúvida eu decidi voltar para Auckland, onde eu sabia que haveria mais brasileiros que aqui e onde eu poderia conseguir um trabalho com mais facilidade. Almocei, sem dúvidas, e com uma plaquinha de papelão com letras garrafais formando o nome AUCKLAND eu fui para a estrada para pedir carona e chegar até a cidade grande sem gastar muito.
 
Foram muitas tentativas: com a placa, com a placa e o braço, só com o braço, com o braço e sorrindo, com o braço sem sorrir e até correndo. E nada de carona. Até que parou o primeiro carro. Ia somente 8 quilômetros à frente. Não me servia. Parou outro. Este já ia 15 quilômetros à frente. Nesse ritmo, o próximo faria 30 e daqui alguns dias eu consegueria encontrar um carro até Auckland.
 
Quase 1 hora depois de iniciado o difícil ofício de caroneiro, uma van parou a poucos metros de mim, corri até a janela e vi um avantajado maori atrás do volante. Ele estava indo para Auckland e havia espaço de sobra para a minha bicicleta dentro daquele furgão. O único detalhe, que ele me disse, era que faria um caminho um pouco mais longo e por isso poderiamos chegar tarde em Auckland. Não pensei duas vezes, joguei minha bicicleta dentro do espaçoso carro e fui embora.
 
O simpático maori dirigia sem cinto de segurança, comendo batata frita e fazia as curvas a 110 km/h com o grande veículo. Uma hora eu olhei para ele com cara de quem diz “você matar nós 2 assim” e ele apenas respondeu “não se preocupe, eu faço este caminho 4 vezes por semana, faço até de olhos fechados”. Por via das dúvidas achei melhor colocar o sinto de segurança e seguir viagem.
 
Após algumas conversas, quase sempre interrompidas por minha incompreensão de seu difícil e carregado inglês, coloquei os fones no ouvido e entrei em stand by. Ele continuava correndo. Precisava entregar algumas peças de carro numa cidade da região. Chegamos, ajudei a descarregar o carro e fomo embora. Como todo bom neozelandes, ele também não gosta de trabalhar muito depois das 4 horas da tarde. Assim, como já estava próximo desse horário ele apenas resolveu ir embora e não fazer a outra entrega. Para a minha surpresa, ele que não tinha em seus planos entrar na cidade de Auckland, me levou até o centro dela. Nem tinha como a agradecer o grande favor que ele acabara de me prestar. Dei um grande sorriso, um obrigado e a última barra de cereal que eu tinha para ele.
 
A mudança de planos do simpático maori fez com que eu chegasse em Auckland antes do pôr-do-Sol e tivesse tempo para pensar para onde eu iria. Tinha alguns dólares no bolso e algumas idéias em mente. Fiz algumas ligações frustradas e voltei para o mesmo hotel onde eu estava na semana passada, esperando encontrar alguns conhecidos.
 
Não tinha muito dinheiro para gastar com hospegadem, mas desta vez eu não tinha muita escolha. Teria que deixar para amanhã os mirabolantes planos. Dezenove dólares e o mesmo quarto de novo foi o preço de hoje. Não encontrei nenhum brasileiro e fui dormir cedo após conversar com o pessoal do hotel e mobilizá-los com minha dramática história.
 
Terça-feira (26 de setembro de 2006)
Auckland
 
O objetivo de hoje era conseguir um trabalho, o mais rápido possível, independente do que fosse, antes que o meu rico dinheirinho acabasse e minha situação piorasse ainda mais. Assim, logo pela manhã comecei minha peregrinação pelas ruas da cidade. Lojas, restaurantes, bicicletaria e mais alguns estabelecimentos. Todos exigindo um visto de trabalho. Vi que seria mais difícil do que eu imaginava conseguir algo bom com o meu visto de turista.
 
Mesmo assim não desisti. Me informei do que eu precisarai para começar o trabalho e fui providenciar. Uma das coisas era um documento chamado IRD, usado para que o empregador desconte os 20 % de tributos do salário do empregado. Caso contrário ele poderia descontar mais, como 35 %. A outra coisa era ir nos lugares certos, que não exigiam um visto de trabalho, no entanto, neste caso eu já poderia esperar o pior.
 
Fui informado sobre um local chamado “Labour Exchange”, no qual quase todos brasileiros trabalham e ganham por horas trabalhadas, para geralmente dar duro em construções e em obras em geral. Esse não é o meu ramo, mas agora eu não estou em condições de escolher com o que eu vou trabalhar. Apenas preciso fazer alguma coisa.
 
Falei com o Marcelo, o brasileiro aqui do hotel e ele já me deu as dicas necessárias para que eu começasse a trabalhar amanhã mesmo no mesmo lugar que ele. Bastava levantar às 6 da manhã para chegar no local por volta das 7, preencher alguns papeis e já começar no mesmo dia. Pareceu-me uma boa opção, além de ser a única que eu tinha até agora.
 
Como só tinha promessas de trabalho, mas ainda nada em minhas mãos e o dinheiro cada vez mais escasso, fui obrigado a ceder minha cama e partir para o sofá do local, evitando assim gastar mais com a minha estadia. O meu quarto foi a sala de televisão, que é bem confortável, talvez melhor que o quarto. O único problema é que é público e muitas vezes entra alguém durante a madrugada para ver algum filme com volume alto, atrapalhando o meu pobre sono.
 
Quarta-feira (27 de setembro de 2006)
Auckland
 
Acordei às 6:30 da manhã e corri para perto do porto, juntamente com o Marcelo, para me apresentar para as vagas de trabalho. Chegamos e eu vi algumas pessoas já na frente do local esperando para serem mandadas para algum lugar. Havia todo tipo de pessoa por alí, alguns com cara de perdido, outros com cara de ex-presidiários e outros até com cara de trabalhadores.
 
Entrei no meio desse pessoal e fui chamado para um pequena sala, onde eu teria que preencher um contrato de trabalho que, para a minha surpresa, estava em bom protuguês, tamanho era o volume de brasileiros que chegavam alí. Li o contrato, lembrei do meu tempo de escritório de advocacia, e percebi que eles só queriam o sangue das pessoas mesmo, buscando se isentar que qualquer tipo de responsabilidade diante deste vínculo, classificado como prestação de serviço, mas evidentemente empregatício.
 
Não conheço as leis deste país, mas o contrato me pareceu um pouco abusivo. De qualquer forma, quando uma pessoa chega alí, ela não está em condições de dizer se é abusivo ou não, quer apenas trabalhar e ganhar seus 10 dólares neozelandeses por hora. Após a seqüência de papeis, passaram um vídeo de segurança no trabalho. O video também era bom, pois todos morriam no filme, eletrocutados, amassados, soterrados, quebrados, com tijolo na cabeça. Tudo isso para mostrar que era necessário usar o equipamento adequado.
 
Após esse “curso” de segurança, quem quisesse poderia começar a trabalhar hoje mesmo. Fiquei alí. Uma hora se passou e nada de vir a van para levar as pessoas para o local de trabalho. Desisti de ficar alí esperando e resolvi somente começar a trabalhar amanhã no local que tem como lema em seu cartão de visita a frase “We work hard for you” (“Trabalhamos duro por você”). Fui fazer outras coisas, disposto a começar a trabalhar amanhã somente. No caminho de volta eu lembrei que um brasileiro havia me dito de um hotel que cobrava 50 dólares a semana. Fui procurar o local.
 
Encontrei e estava fechado. Esperei um pouco e logo saiu um português, dono do local, que me deu algums informações e falou sobre uma vaga de trabalho. Vi os quartos e vi o porque de ser tão baratos, quartos pequenos, sem janela, com colchões já concavos e paredes sujas. Uma sensação estranha. Outra coisa estranha foi encontrar uma comunidade brasileira no local, gente de toda parte do Brasil naquele hotel. Todos que vem para trabalhar e gastar o menos possível, a qualquer preço.
 
Fui embora dalí congitando a triste possibilidade de me mudar para aquele pesado ambiente e de conseguir um trabalho alí também. Aproveitei o dia livre e fui levar minha bicicleta para a troca de peças e depois fui aproveitar uma conexão gratuita de internet, o único problema é que eu tinha que ficar na rua com o computador nas mãos, fora isso nada de mais. Era de graça mesmo.
 
No meio da tarde eu voltei para o hotel e fui conversar com a mulher que gerenciava o negócio. Era também era portuguesa e disse que tinha um serviço de pintura para fazer, pintar algumas paredes, o que poderia tomar apenas poucos dias, mas o suficiente para que eu ganhasse o que precisava. Combinei que começar a amanhã e durante esta conversa conheci mais um conterrâneo, que descobri ser da mesma cidade que eu, Jacareí. Mais uma vez o mundo, com suas coincidências, se mostrava mais pequeno do que realmente é
 
O jacariense era boa gente e já estava no país já fazia alguns meses, agora estava procurando trabalho mais uma vez. Como eu estava na mesa situação, fomos procurar juntos. Depois de uma longa caminha voltei para a minha hospedagem, dando mais valor do que nunca para este lugar, mesmo dormindo no sofá.
 
Quinta-feira (28 de setembro de 2006)
Auckland
 
Acordei um pouco mais tarde hoje, pois havia combinado de começar a pintura por volta das 9:30 da manhã. Tive tempo de tomar um bom café da manhã, fazer algumas coisas e caminhar até o meu temporário trabalho. Cheguei exatamente na hora combinada, porém mesmo fazendo tudo como o combinado a dona do hotel me disse que não precisava de ninguém hoje, mas somente daqui alguns dias.
 
Achei uma falta de respeito aquilo, mas concordei. Quem estava precisando do trabalho era eu. Agora tinha mais um dia livre, pensei no que poderia fazer nas minhas horas vagas e resolvi distribuir panfeltos na rua, para um restaurante vegetariano. Com apenas uma hora de trabalho eles me dariam um almoço de 15 dólares e, o melhor, vegetariano.
 
Comecei por volta do meio dia a distribuir os flyers, nem tenho idéia de quantos eram, mas era um boa quantidade. Fiquei na esquina da rua mais movimentada da cidade e oferecia para todos que passavam. Em pouco minutos percebi algumas coisas sobre o trabalho: nem adiantava oferecer para os homens de terno e gravata, eles sempre recusavam; quando uma pessoa recusava, todas as outras que estavam atrás dela também recusavam imediantamente; agora, quando uma pessoa aceitava e ficava vendo o papel na minha frente eu nem precisava entregar mais, pois as pessoas ficam curiosas e vinham pedir o panfleto para mim.
 
Como as pessoas são influenciadas e influenciáveis. Para fazer aquele trabalho em metade do tempo eu precisaria de um sujeito eu ficasse o tempo todo com o papel em sua mão, com cara de “minha nossa!”. Isso seria o suficiente para atrair todos para os flyers. Como não tinha um comparsa, encarei o trabalho sozinho. O único incoveniente desse trabalho é que algumas pessoas te olham com uma cara de desprezo. A sensação para quem está do outro lado do panfleto não é muito boa.
 
No final das contas o curto trabalho foi compensado por um ótimo e saudável almoço como eu não comia a muito tempo. Depois do almoço, fui visitar uma instituição de câncer situada aqui na cidade e no meio do camiho eu vi um sujeito pedindo esmola, com uma placa em suas mãos que dizia que ele havia sido roubado e agora precisava de dinheiro para comer. Conversei com o sujeito e no final das contas, percebi que eles estava numa situação muito pior que a minha. Não tinha muito dinheiro para dar, mas mesmo assim, dei as moedas que eu tinha para ele. Creio nas mãos dele elas serão melhor aproveitadas.
 
Aquela atitude de dar o pouco que eu tinha para ele me fez bem e eu fui mais leve para o instituição chamada  Cancer Society. A localização da instituição era um pouco confusa e eu acabei entrando num prédio que não tinha nada a ver com o que eu estava procurando, e acabei entrando nos laboratórios da instituição. Olhava a minha volta e só via alguns médicos e cientistas imersos em seus microcópios e experimentos, até que fui informado que o que eu estava procurando ficava no outro lado da rua.
 
Ocorre que esses prédios fazem parte de um complexo de saúde da cidade de Auckland, que toma diversos quarteirões e conta com diversos prédios em sua estrutura, entre eles, laboratórios, centros de pesquisa, de estudos, hospitais, hoteis para os doentes e toda uma incrível infra-estrutura.
 
Caminhando por entre prédios eu cheguei no centro da Cancer Society, um edifício que é usado como hotel para os doentes, contando com uma biblioteca exemplar e abrigando todo o departamento administrativo dessa ONG. Logo que cheguei fui bem atendido e indicado para a biblioteca da intituição, onde seria atendido por um profissional do local. Enquanto esperava, fui observando a extensa literatura sobre câncer disponibilizada no local, entre os livro e diversos informativos e folhetos destinados voltados para a conscientização da sociedade.
 
Em pouco tempo chegou um sujeito chamado Ross Rattray, que me deu diversas informações sobre a instituição, que se mantêm sem a ajuda do estado, cuja colaboração se restringe à parte do tratamento dos pacientes. Assim, a Cancer Society necessita da colaboração financeira de pessoas e empresas para se manter e manter seus programas ativos. Uma das informações interessantes que eu obtive foi sobre a grande incidência de melanoma neste país, tendo como sua principal razão um grande buraco na camada de ozônio situado bem em cima desta ilha.
 
A situação é tão grave que para tentar reduzir o elevado índice de câncer de pele no país, é realizado um monitoramento da camada de ozônio, alertando as pessoas quando a situação se encontra mais perigosa e 2 intituições sociais (Cancer Society e Sunsmart) fazem um grande trabalho de conscientização, entre a população, mostrando os perigos da exposição ao Sol e como se prevenir. Mesmo com todo esse trabalho, a Nova Zelândia ainda lidera a lista de países que apresentam maior incidência de câncer de pele, tendo um razoável custo anual para seu tratamento.
 
A conversa foi muito interessante e produtiva, terminando com os índices de câncer na Nova Zelândia. Fui convidado a voltar outro dia para mais informações, que pareceiam não acabar mais. Ao sair do local, passei na bicicletaria e peguei a minha bicicleta, agora rodando como nova. Voltei para o hotel, onde fiquei conversando e comendo, até que decidi cortar o cabelo. Desta vez eu raspei a cabeça. Ainda não me acostumei com o novo visual e quando sinto um vento frio a cabeça é a primeira a sentir.
 
Sexta-feira (29 de setembro de 2006)
Auckland
 
Acordei cedo, antes das 7 da manhã, mas não fui trabalhar, fiquei na hospedagem, fazendo meu café da manhã e, como sempre, conversando com as pessoas. A hospedagem já pode me contratar para trabalhar como anfitrião do estabelecimento, recebendo todos os novos hóspedes e conversando com todos aqueles que se sentem só e estão com saudade de casa.
 
Depois de fazer uma “social” eu resolvi trabalhar um pouco, me concentrando nos e-mails que eu não respondia há mais de um mês. Desde que cheguei em Lima não consegui mais parar para responder todas as mensagens que recebo. Assim, resolvi tirar o atraso hoje. Não sabia ao certo quantos e-mails eu tinha e achei melhor não saber, pois eram muitos.
 
Comecei e fiquei o dia todo a a manhã respondendo os e-mails e escrevendo alguns texto. No começo da tarde o Marcelo chegou, daí já fomos fazer outras coisas. Saímos para a cidade, ele encontrou uma amiga e ficamos um bom tempo conversando, até que resolvemos voltar para a hospedagem para fazer um jantar, desta vez mais elaborado e saudável.
 
Ficamos cozinhando por um bom tempo e até convidamos mais pessoas para comer com a gente. Depois, como não havia nada para fazer, ficamos conversando com todos do local até altas horas. Depois fui para o meu quarto informal, a sala de tv, para que eu dormir em meu gratuito sofá.
 
Sábado (30 de setembro de 2006)
Auckland
 
Durante a espera de meu cartão, além de ficar preso em Auckland até chegar o meu novo pedaço de plático, eu também estou limitado pela falta de dinheiro o que está fazendo com que eu não consiga realizar muitas coisas e me restrinja a passar boa parte do meu dia dentro do hotel ou em algum parque público praticando yoga.
 
Hoje não foi diferente e percebi que já estou caindo numa rotina. Acordei tarde e não demorei muito para começar a preparar o almoço, com alguns ingredientes que sobraram da compra de ontem. Liguei para o hotel, cujas paredes eu havia combinado de pintar amanhã e a gerente do lugar apenas me enrolou mais uma vez, dizendo que teria que ficar para quarta-feira e para eu ligar na terça-feira. Resolvi deixar para lá esse trabalho. Após o almoço, voltei para a frente do computador para continuar a responder os e-mails. Era muitos e eu percebi como me fez falta falar com muita gente durante todo esse tempo.
 
Pessoas me dando apoio, incentivo, energia. Gente desconhecida, velhos amigos, novos amigos, parentes. Todos escrevendo palavras carinhosas que me ajudam a seguir em frente, alguns escrevendo e-mails que chegam a me emocionar. Assim, fui respondendo todos os que me escreveram e matando um pouco a saudade de cada uma dessas pessoas, que mesmo longe, levo dentro de meu coração.
 
O mais incrível foi quando eu cheguei num e-mails que já havia recebido a mais de 20 dias. Era um conhecido meu de São Paulo que estava aqui na Nova Zelândia, exatamente na mesma cidade, Auckland. No e-mail ele falva para eu procurá-lo quando estivesse por aqui. Esta atrasado, mas ainda dava tempo. Percebi como não era bom ficar tanto tempo longe do correio e imediatamente fui ligar para ele, para combinarmos de nos encontrarmos.
 
Demorei um pouco até chegar no lugar em que haviamos combinado de nos encontrarmos, mas cheguei. Ficamos um tempo conversando, cada um contando suas aventuras fora do Brasil. Não tivemos muito tempo, pois como a maioria esmagadora dos brasileiros por aqui, ele também estava trabalhando duro para se manter, tanto que teria que comprir com seu dever na manhã de domingo. Assim, nos despedimos e seguimos em direções opostas.
 
Minha noite terminou, mais uma vez na sala de tv, desta vez na companhia de um péssimo filme, no qual o Tom Cruise tenta salva o mundo de uma invasão alienígena. Para variar, ele consegue. Me restou apenas dormir, para esperar o domingo chegar, desta vez, perdendo uma hora, devido à chegada do horário de verão daqui. A mudança só aumentou a diferença entre o horário brasileiro, 16 horas a partir de agora..
 
Domingo (1º de outubro de 2006)
Auckland
 
A cidade está tendo um festival de dança e hoje seria o dia de uma festa de música eletrônica, realizado ao ar livre num grande parque da cidade e aberto para quem quisesse participar. Era gratuito e eu estava empolgado para ir, mas para a minha surpresa, por volta do meio dia começou uma chuva na cidade, que só foi aumentando de intensidade na medida que o tempo passava.
 
Na mesma velocidade que a água caia eu vi a diversão do dia ir embora e todos ficarem presos dentro da hospedagem, apenas observando pelas paredes de vidro, as gotas de chuva formarem pequenos rios na beira da calçada. Diante do tempo que chegou para ficar, esfriando e molhando toda a cidade, tentamos aproveitar da melhor forma este domingo chuvoso.
 
A dificuldade do dia foi o almoço. Não tinhamos comida e não era possível sair para comprar alguma coisa devido à chuva, assim encontramos uma lata de macarrão na sessão de free food. Um macarrão enlatado horrível. Suficientemente ruim para que eu não conseguisse dar mais que 3 garfadas naquela gororoba.
 
Depois do frustrado almoço, me restou programas entediantes dentro da hospedagem. Ver tv. Assistir à corrida de Fórmula 1. Usar o computador. Enfim, ter um domingo qualquer.

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