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Nova Zelândia Imprimir Recomendar
A Nova Zelândia é o primeiro país deste novo continete, Oceania, que eu estou visitando. Desta vez a mundança de país foi maior que atravessar uma fronteira, ela chegou com inúmeras outras alterações. As diferenças começam pela diferente colonização, aqui realizada pelos ingeleses, muito distinta da feita pelos espanhóis na América do Sul, gerando muito mais novidades do que eu podia esperar, começado pelo idioma e chegando até o lado da direção dos veículos. Esse são alguns dos motivos para você dar uma olhada na história deste país.
 
New Zealand, do inglês, ou Aotearoa, do maori, são os nomes originais deste país de 270.534 km2 e uma população de quase 4 milhões de habitantes, que vivem em regiões montanhosas sob um clima temperado oceânico, numa diferença de 15 horas a mais que o horário normal brasileiro. Nessa porção de terra a população é formada por uma maioria de europeus 86% (principais: britânicos), maoris 10%, samoanos e polinésios 4%, que se comunicam através dos 2 idiomas oficiais do país, o inglês e o maori.
 
Este país está localizado no sul da Oceania, formado por duas ilhas principais - a Ilha do Norte e a Ilha do Sul - e por um grande número de ilhas menores. Faz parte da Polinésia. Tem a cidade deWellington como capital e Auckland, como a maior cidade. É um país montanhoso, com picos cobertos de neve, planícies, praias, lagos e quedas-d'água. Nenhuma localidade fica a mais de 130 km da costa. Cerca de três quartos das terras têm, no mínimo, 200 metros de altitude.
 
Está entre as 20 nações com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A Nova Zelândia tem uma longa tradição de igualdade de direitos e benefícios para todos os cidadãos. Em 1893, tornou-se o primeiro país a dar às mulheres o direito de voto. Foi também uma das primeiras nações a adotar um sistema de previdência social e de aposentadoria. Possui um dos melhores programas de saúde pública do mundo. É membro da Comunidade Britânica, associação de países do antigo Império britânico. Os principais produtos de exportação são os laticínios, lã e carnes bovina e ovina.
 
A história do países tem seu início com a chegada dos maoris, que foram os primeiros habitantes da Nova Zelândia. Eles deslocaram-se, provavelmente, das ilhas Cook, Marquesas e Sociedade, que ficam a nordeste da Nova Zelândia. A data em que os primeiros maoris chegaram à Nova Zelândia também não é definitiva, mas se estima que seja em torno de 750 d.C.
 
Segundo as lendas, o herói Mauí criou a Ilha do Norte pescando-a do mar. Os primitivos maoris viviam da caça e da pesca. Ao chegar à Nova Zelândia no séc. XIV, alguns maoris desenvolveram também a agricultura. Eles eram excelentes artesãos e trabalhavam muito bem a madeira: utilizavam ferramentas de pedra para criar entalhes muito ornamentados.
 
Em 1642, o navegador holandês Abel Janszoon Tasman foi o primeiro europeu a avistar o arquipélago, ao qual deu o nome de Nova Zelândia, em homenagem a uma província dos Países Baixos. Tasman enviou um grupo de marinheiros à terra, mas estes foram atacados pelos maoris, e por isso o navegador holandês não fez nova tentativa de desembarque.
Nenhum outro europeu chegou à Nova Zelândia até 1769, quando o capitão James Cook, da Marinha britânica, desembarcou na Ilha do Norte. Cook conquistou a amizade dos maoris e explorou e mapeou as ilhas do Norte e do Sul. Como os maoris não mantinham registros escritos, a história da Nova Zelândia só é conhecida a partir da época de Cook.
 
Somente no final do séc. XVIII, exploradores da França, da Espanha e de outros países visitaram a Nova Zelândia. Em cerca de 1790, começaram a chegar caçadores de focas e baleias da América do Norte, Austrália e Europa. A eles juntaram-se mercadores que vinham comerciar com os maoris. Esses mercadores e caçadores, quase todos ingleses, foram os primeiros colonizadores da Nova Zelândia.
 
Em 1814, chegou um primeiro grupo de missionários vindos da Austrália. A Nova Zelândia não tinha então um governo legal e assim permaneceu até 1840, quando o capitão William Hobson, da Marinha britânica, e vários chefes maoris assinaram o Tratado de Waitangi. De acordo com o documento, os maoris aceitavam a rainha Vitória, da Inglaterra, como sua soberana e, em troca, os britânicos protegeriam todos os direitos dos maoris, até mesmo o direito de propriedade.
 
Hobson foi o primeiro governador da Nova Zelândia e, logo após a assinatura do tratado, declarou o país colônia da Grã-Bretanha. Na mesma ocasião, Edward Gibbon Wakefield, comerciante inglês, organizou a colonização da Nova Zelândia. Em 1840, estabeleceu colônias em Wellington e Wanganui e, em 1841, em Nova Plymouth e em Nelson.
 
A Ilha do Sul começou a prosperar logo que a Nova Zelândia se tornou colônia. Poucos maoris viviam lá e havia muita terra fértil que podia ser comprada do governo ou arrendada. Em 1861, foi descoberto ouro na Ilha do Sul, o que provocou uma imigração em massa. Mas o ouro era pouco e os mineiros, fracassados em sua busca de riqueza fácil, permaneceram na ilha, tornando-se lavradores. A agricultura desenvolveu-se rapidamente e logo a Ilha do Sul também estava exportando trigo.
 
Os colonizadores da Ilha do Sul, entretanto, enfrentaram os mais diversos problemas. As densas florestas tornavam difícil o preparo da terra para a lavoura. Além disso, grande número de maoris habitava a ilha e se recusava a vender suas terras aos colonizadores. Seguiram-se vários conflitos sangrentos entre brancos e nativos, que se tornaram conhecidos como guerras maoris, e se estenderam de 1845 a 1872, entremeados por alguns períodos de paz relativa. Em 1872, os maoris foram totalmente dominados pelas tropas britânicas.
 
Após as guerras maoris, a Nova Zelândia prosperou durante algum tempo. Na década de 1870, a produção de ouro começou a diminuir e os preços da lã e do trigo caíram. O país entrou num período de depressão econômica, que durou até a década de 1890. Em 1890, o Partido Liberal passou a dominar o governo. Os liberais, que permaneceram no poder por 22 anos, realizaram um extenso programa de reforma social, que incluía seguros sociais, leis a favor dos trabalhadores e, pela primeira vez no mundo, o direito de voto para as mulheres.
 
No início do séc. XX, começou a surgir na Nova Zelândia um espírito de nacionalismo e, em 1907, a Grã-Bretanha, atendendo às solicitações dos neozelandeses, transformou o país em domínio (nação de governo autônomo dentro do Império britânico).
 
A Nova Zelândia começou a prosperar outra vez. A produção agropecuária aumentou e novos métodos de refrigeração passaram a permitir o embarque de grandes quantidades de manteiga, queijo e carne para a Grã-Bretanha. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Nova Zelândia mobilizou um contingente de 100 mil homens, que lutaram ao lado dos Aliados contra os alemães.
 
A Nova Zelândia foi duramente atingida pela grande depressão econômica que teve início em 1929. As exportações caíram em 40% e muitos neozelandeses ficaram desempregados. Em 1935, o Partido Nacional (NP) cedeu lugar ao Partido Trabalhista (LP) no governo da Nova Zelândia. Os trabalhistas iniciaram um vasto programa de recuperação econômica. Seguros sociais e de saúde passaram a proteger idosos, crianças e viúvas.
 
Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Nova Zelândia organizou uma força expedicionária que lutou com os Aliados contra alemães, italianos e japoneses. Com a guerra, os neozelandeses conscientizaram-se da proximidade do Japão e de outras nações asiáticas, e compreenderam que os laços de amizade com a distante Grã-Bretanha não eram suficientes para proteger o país contra nações inimigas.
 
Em 1945, a Nova Zelândia participou da fundação da Organização das Nações Unidas (ONU); em 1951, assinou com a Austrália e os EUA um tratado de defesa chamado Anzus (sigla formada pelas iniciais dos nomes dos países signatários) e, em 1954, ingressou na Organização do Tratado do Sudeste Asiático. Na década de 1950, forças neozelandesas lutaram na Guerra da Coréia e, na década de 1960, a Nova Zelândia enviou unidades de combate ao Vietnã.
 
Em 1973, a Grã-Bretanha, principal parceiro comercial da Nova Zelândia, ingressou na Comunidade Econômica Européia, o que tornou ainda mais instáveis as relações comerciais entre os dois países. A comunidade não tem tarifas para o comércio entre seus membros, mas também não tem tarifas comuns para os produtos importados de outros países.
 
Sir Keith J. Holyoake, líder do Partido Nacional, foi primeiro-ministro de 1960 até início de 1972. A ele sucedeu John Ross Marshall, membro do Gabinete. Nesse mesmo ano, o LP obteve o controle do governo e Norman Eric Kirk, líder do partido, tornou-se primeiro-ministro. Kirk morreu em 1974 e Wallace E. Rowling, membro do ministério, substituiu-o. Em 1975, por votação popular, o NP voltou ao poder e Robert D. Muldoon tornou-se primeiro-ministro. Nas eleições de 1978, o NP manteve-se no poder.
 
A Nova Zelândia viveu uma intensa contradição com seus aliados ocidentais. Entre as décadas de 1970 e 1980, o país destacou-se pela sua oposição aos testes nucleares no Pacífico. A maior expressão do conflito ocorreu em 1985, na costa noroeste da Nova Zelândia. O navio Rainbow Warrior, do Greenpeace, que supervisionava testes nucleares no atol de Mururoa, havia afundado, causando a morte de uma pessoa, e a responsabilidade caiu sobre agentes do serviço secreto francês. Esses fatos desencadearam vários conflitos diplomáticos com a França.
 
No entanto, as arestas com o Ocidente não impediram o país de implantar uma série de reformas e acordos internacionais. As eleições de 1990 garantiram maioria ao partido conservador e facilitaram a aplicação de um ajuste austero do plano neoliberal no país. Sob a liderança de James Bolger, os conservadores conseguiram reduzir a inflação e acelerar o programa de privatizações. O desemprego aumentou, chegando a 10% em 1993.
 
Em 1996, o partido do governo saiu das eleições derrotado, conquistando apenas 37% das cadeiras no Parlamento. Fortes pressões levaram Bolger a renunciar ao cargo de primeiro-ministro e à liderança do partido no final de 1997, dando a vez a Jenny Shipley, que assumiu em dezembro de 1997, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro no país.
 
Em 1999, tropas neozelandesas colaboraram na força de paz da ONU no Timor Leste. Nesse mesmo ano, a trabalhista Helen Clark assumiu a chefia do governo da Nova Zelândia, com ampla maioria no Parlamento. Em abril de 2001, Silvia Cartwright tomou posse como governadora-geral. Em junho de 2002, Helen Clark fez um pedido formal de desculpas aos habitantes de Samoa pelo tratamento do governo neozelandês aos cidadãos desse arquipélago nos tempos coloniais. Em julho, ela foi reeleita primeira-ministra. Nessa eleição, os conservadores do Partido Nacional obtiveram os piores resultados em 70 anos.
 
O sucesso da trilogia O Senhor dos Anéis, do diretor neozelandês Peter Jackson, lançada entre 2001 e 2003, aumentou o número de turistas na Nova Zelândia em busca das paisagens mostradas no cinema, e contribuiu para elevar as exportações do país.
 
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