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Segunda-feira (7 de agosto de 2006)
Cusco – Arequipa
 
Acordamos e já começamos a arrumar algumas coisas para irmos embora hoje. Infelizmente teremos que fazer uma das coisas que eu menos gosto de fazer, viajar de ônibus levando a bicicleta. Isso porque  o Arício não tem muito tempo e se formos pedalar até Arequipa, perderemos pelo menos uma semana, o que será suficiente para que ele perca seu vôo para o Brasil.
 
Em certas situações não se pode fazer nada. Eu fui para o hospital em Puno e perdi diversos dias, o Arício pegou febre tifóide aqui em Cusco e ainda está em recuperação. Assim, fizemos o que podiamos, mesmo sabendo que iriamos passar raiva viajando de ônibus. Assim, durante o dia fomos comprar as passagens. Compramos para as 8:30 da noite e fizemos questão de perguntar se poderiamos levar as bicicletas e a balconista respondeu com segurança: sim, sem dúvida.
 
Demos nossa última volta na cidade e voltamos para a hospedagem para deixarmos tudo pronto para a viagem. Saímos em cima da hora, sem tempo para comer alguma coisa, assim levamos algumas comidas e pedalamos até a rodoviária. Chegamos às 7:45 e fomos informados que haviamos perdido o ônibus. Aqui começou a briga.
 
As pessoas do balcão não entendiam como haviam nos vendido uma passagem de 30 Soles para as 8:30, sendo que eles não tinha ônibus a essa hora e a passagem custava 40 Soles. De qualquer forma tinhamos as passagens na mão e não sairíamos dalí enquanto não resolvessem isso.
 
Trocaram nossas passagens e fomos para o ônibus, agora de outra empresa. Ao chegarmos na porta do ônibus começou a segunda briga: colocar as bicicletas dentro do ônibus. O motorista disse que não as colocaria de jeito nenhum. Tive que chamar o balconista da empresa que falou com o sujeito, que na verdade só queria dinheiro, pois depois de falar que teriamos que pagar para levá-las apareceu um espaço para elas.
 
O espaço era horrível e com certeza não seria nada bom para a bicicleta, mas tinha que colocá-la alí. Juro que pensei em nem viajar mais, preferia pedalar a agüentar aquilo. No final das contas, com as bikes já dentro do bagageiro o ônibus partiu para Arequipa, percorrendo quase o mesmo caminho que eu havia pedalado de Puno até Cusco.
 
A viagem tinha seus problemas. Começou com uma crianças cantando na nossa orelha e pedindo dinheiro. Imagino que o dinheiro era para que ele parasse de cantar. Depois começou um entra e sai do ônibus e pessoas em pé no corredor. Um pneu quase saiu no caminho. Para fechar, no meio do caminho minha janela que estava um pouco aberta congelou e não fechava mais, e assim eu fui até Arequipa, com um vento gelado em minha cara.
 
Terça-feira (8 de agosto de 2006)
Arequipa
 
Chegamos na rodoviária de Arequipa por volta das 7 da manhã. Agora tinhamos que tirar as bikes de dentro do ônibus e montá-las de novo. Depois de mais algumas dores de cabeças com os motoristas peruanos, quer parecem ser treinados para infernizar os ciclistas, saímos da rodoviária e fomos pedir informações sobre o Cañon de Colca.
 
Eu estava louco para pedalar até o tal lugar, que segundo o meu mapa estava só a 150 quilômetros de Arequipa. No entanto, havia alguns poréns em minha pedalada, o transporte da bike dentro do ônibus havia rompido uma peça da minha bike. Eu poderia consertá-la, mas isso iria exigir que eu desmontasse a bike e desse uma geral na magrela.
 
Outro e mais complicado detalhe era meu amigo, que ainda estava em fase de recuperação de sua grave doença, a febre tifóide e talvez para ele essa pedalada seria pesada demais, assim como o seu curto tempo para pedalar comigo.
 
Ao mesmo tempo que eu queria pedalar até o canyon, pois sabia que era uma oportunidade única eu não podia abandonar meu amigo alí e deixar com que ele fosse de ônibus. Tive um momento com esta dúvida silenciosa e optei por acompanhar meu amigo que havia chegado até alí para pedalar comigo e por azar do destino não pôde fazer isso.
 
Abri mão da minha pedalada e agora tinha que bolar outra estratégia: onde deixariamos as bikes e como iríamos para dentro do Vale de Colca do jeito mais barato possível. Percebi que teriamos que deixar as 2 bicicletas alojadas num quarto de hotel, por 1 ou 2 dias, enquanto viajavamos de ônibus até o desejado local.
 
Pesquisei também como poderiamos chegar até o local e de todas as opções que eu tinha optei pela mais barata e também menos confortável, pegar um ônibus até a pequena cidade de Chivay e só então nos deslocarmos pela região do canyon, percorrendo toda a região, especialmente a famosa Cruz del Condor.
 
No entanto, quando conseguimos um lugar para deixar as bicicletas e boa parte das nossas coisas já era tarde demais para pegarmos o ônibus. Agora teriamos que esperar até amanhã. Aproveitei e consertei minha bicicleta, que pelo visto iria ficar parada pelos próximos dias.
 
Aproveitamos para descansar bastante, pois a noite que passamos dentro do ônibus que nos trouxe até aqui não foi nada fácil. Eu ainda consegui dormir durante boa parte da viagem, pois consigo dormir em menos de 5 minutos em qualquer lugar, mas o Arício estava em outras condições, pois não conseguiu pregar o olho durante toda a viagem. Assim, apenas tiramos o resto do dia para descansar.
 
Quarta-feira (9 de agosto de 2006)
Arequipa - Chivay
 
Acordamos cedo, mas percebemos que isso não valia muito, pois o ônibus que teriamos que tomar só sairia da rodoviária às 14 horas e levaria pouco mais de 4 horas para chegar até Chivay, ou seja, mais um dia perdido. Aproveitei para buscar algumas informações em algumas agências de turismo da cidade, sobre o canyon e sobre a minha passagem aérea para fora do continente.
 
Consegui algumas informações boas para o que eu buscava, mas não tive muito tempo para me dedicar a isso, pois já tinhamos que seguir para a rodoviária com certa antecendência para comprarmos as passagens e esperarmos o ônibus. Ao chegarmos na estação rodoviária nos deparamos com uma fila de pessoas comprando pasagens para Chivay também, o único detalhe é que cada uma delas tinha pelo menos um saco de 20 quilos de batata ou alguma coisa do gênero para levar no ônibus.
 
Desde esse momento percebi que a viagem seria divertida. Esperamos e quando estava chegando nossa hora fomos para o ônibus. A primeira coisa que percebi foi que minhas pernas não cabiam direito no lugar onde eu estava, especialmente pelo fato de haver uma barra de ferro no meio do meu assento o que me obrigava a sentar um pouco mais a frente que o normal.
 
Que saudade da minha bicicleta! Mas agora já estava alí e ia até o fim. O que já estava ruim ficou pior quando um vendedor que um produto milagroso entrou no ônibus e disputou um espaço com as pessoas que viajavam em pé no corredor do veículo. Alí o sujeito iniciou seu colóquio, que começou falando sobre bem estar e chegou nas diversas enfermidades humanas, para então vender seu produto, um pó de um vegetal peruano chamado maca, mais outro chamado algarrobina e, para fechar, um pouco de pólem.
 
Segundo o vendedor, que falou durante mais de meia hora, o composto que vendia era capaz de curar qualquer coisa, desde cegueira até importência sexual. Quase comprei uma dúzia de caixas para mandar para o Fome Zero do Lula, com isso ninguém precisava comer mais, bastava uma colher por dia e pronto!
 
Como se não bastasse, o vendendor após vender dezenas de caixinhas de seu milagroso pó, passou a oferecer uma espécie de pomada feita a base da meleca de caracol. Fiquei imaginando como poderiam extrair aquela susbstância do pequeno molusco, talvez com uma peneira e colocavam o bicho para correr sobre ela até ele secar ou pegavam todo o animal e batiam no liqüidificador até que se transformasse numa geleia homogênea. De qualquer forma, ele falava para passarem isso na cara, o que seria mais eficiente que cirurgia plástica.
 
Depois do espetáculo do vendedor eu resolvi dormir, o que seria uma terefa difícil dentro daquele ônibus, que minutos depois que saiu passou a transitar numa estrada de terra, que estava repleta de “costelas de vaca” que produziam uma tremedeira tão grande dentro do ônibus que dava a impressão que a qualquer momento o veículo iria desmontar.
 
Mesmo assim eu consegui pegar no sono e encurtar um pouco a viagem, que durou pouco mais de 4 horas até a pequena cidade de Chivay. Quando chegamos já compramos a passagem de volta para o outro dia, pois a lenda dizia que tais passagens eram muito disputadas.
 
Já era noite e não tinhamos muito o que fazer a não ser procurarmos uma hospedagem para passarmos uma noite. Encontramos uma e após nos instalarmos no quarto, acendemos o fogareiro dentro do local mesmo e fizemos nosso jantar. Um super miojo, com um pouco de capeletti e um tempero especial.
 
No final das contas ficamos por alí mesmo, pois as ruas do pequeno povoado estavam completamente vazias e, assim, nos preparamos para acordar cedo no dia seguinte.
 
Quinta-feira (10 de agosto de 2006)
Chivay – Cruz del Condor – Chivay – Arequipa
 
Acordamos bem cedo, por volta das 4:30 da manhã. Ensacamos nossas coisas e fomos até a rodoviária, para pegar um ônibus até a Cruz del Condor. Ainda era noite quando o veículo partiu, porém não demorou muito para que o Sol saísse e começasse a iluminar o Vale de Colca.
 
Na medida em que o Sol levantava o fundo do vale se iluminava um pouco mais, chegando até as águas do fraco rio que passava na base do vale. Costeando sempre o vale, depois de quase 2 horas chagamos até a Cruz.
 
A Cruz del Condor é o mirante mais interassante de todo o vale, pois logo abaixo desse ponto está uma das partes mais profundas do canyon, com grandes paredes e muitas rochas. E é justamente entre algumas dessas gigantes rochas que vivem os condores, a maior ave voadora do mundo, atingindo um tamanho de 1 a 1,5 metros, com uma abertura de asas de 2,5 a 3 metros de cumprimento e com uma peso de 9 a 11 quilos.
 
Essa ave pode chegar aos incríveis 6.100 metros de altitude em seu vôo e costuma viver em lugares altos. O macho é maior que a fêmea e tem coloração branca e negra, contando com uma espécie de colar de penas brancas que circunda a base de seu pescoço; já a fêmea, um pouco menor, tem coloração marrom e conta com um colar de penas também marrons em volta da base de seu pescoço.
 
A fêmea põe apenas um ovo a cada 2 anos, isso se contar com todas as condições favoráveis para a sua procriação, caso contrário não se reproduz. Sua alimentação é de basicamente animais mortos, dos quais come as víceras e músculos, rompendo a pele com seu forte bico.
 
Sendo animais tão sensíveis eu imagino que a multidão de turístas que chega alí para vê-los todos os dias deve gerar algum tipo de desequilíbrio para os animais. Quando chegamos no local, não havia quase ninguém, apenas alguns turistas e um índio fantasiado que usava um apito para atrair as aves, pena que não servia para nada.
 
Por volta das 9 horas da manhã o local estava cheio de turistas e foi justamente nesse momento que os pássaros começaram a voar em maior número. Além disso, passavam bem próximos dos turistas, com seu vôo tranqüilo, durante o qual as asas ficam quase imóveis.
 
No entanto, o show é curto e poucos minutos depois que saem de suas tocas já se juntam para voar para longe atrás de sua refeição. Assim, o show não dura muito e quem chega tarde tem que esperar até o fim da tarde para ver os condores voltando para casa já de barriga cheia.
 
Depois de vermos o espetáculo dos pássaros gigantes vimos que a parte mais interessante do passeio havia acabado, agora poderiamos tirar algumas fotos de alguns mirantes, e talvez visitar alguma pequena cidade durante o caminho, mas o tão falado Cañon de Colca não havia passado disso. Talvez só fosse eu que estivesse esperando demais também.
 
Quando já estavamos caminhando para voltar a Chivay, passou uma caminhonete por nós. Eu arrisquei e pedi uma carona que foi aceita pelo grupo de franceses que estava guiando o veículo. Jogamos nossas coisas na caçamba e fomos na direção de Cabanaconde, onde poderiamos tomar um ônibus até Chivay, para então retornar até Arequipa.
 
Ocorre que no meio do caminho descobrimos que os franceses estavam alí por outro motivo. Eles eram admiradores de pássaros, tinham diversos equipamentos, como binóculos especiais, um tipo de luneta, máquinas fotográficas e um livro somente sobre os pássaros peruanos.
 
O mais impressionante era ver como eles ficavam fasciandos por ver um simples canário ou coisa do gênero. Procuravam em seu livro até encontrar a espécie e depois anotavam algumas coisas sobre o bichinho. Para mim foi a primeira vez que vi esse tipo de turismo, que achei curioso, mas tanto ou quanto chato e monótono.
 
Como estava alí podia aproveitar a carona e aprender um pouco mais sobre alguns pássaros. Algum tempo depois, após algumas paradas para observar os pássaros, chegamos em Cabanaconde, uma pequena cidade, mais ou menos como todas as outras cidades situadas nas proximidades do canyon.
 
Alí o francês que dirigia o carro disse que iria seguir até Chivay e nos convidou para irmos juntos. Nem pensamos muito, já confirmamos a nossa volta na parte detrás da caminhonete. Só tivemos tempo para comer alguma coisa e conhecer um pouco a cidade, pois logo em seguida o grupo francês já saiu na direção de Chivay.
 
O único problema de viajar com eles, além do motorista que nunca devia ter dirigido numa estrada de terra, era que eles paravam até para ver um pardal comer alpiste. Por outro lado havia uma vantagem, pois as paradas possibilitavam que eu conhecesse algumas partes mais escondidas do Cañon.
 
Horas depois chegamos em Chivay, com tempo para almoçar e só então entrar no ônibus de volta para Arequipa. O ônibus parecia um pouco melhor que o primeiro, pelo menos não tinha as barras de ferro no assento.
 
Quando o ônibus começou a rodar fiquei um pouco preocupado, pois o motorista não tinha dó e pisava mesmo. Nem quando começou a parte de terra ele diminuiu. Muitas vezes eu tinha a sensação que o ônibus iria desmontar alí mesmo. O mais engraçado é que estava passando um filme, em DVD, que por causa da trepidação voltava a todo instante para o início, que deve ter repetido mais de 50 vezes.
 
Depois de quase 4 horas chegamos de volta a Arequipa e o Arício já foi comprar sua passagem de ônibus para Lima, de onde embarcaria num avião para o Brasil. A bicicleta dele vivia mais dentro do ônibus que fora dele. Voltamos para a hospedagem onde haviamos deixado nossas bicicletas e equipamentos e dalí só saímos para comer alguma coisa.
 
Sexta-feira (11 de agosto de 2006)
Arequipa
 
Acordamos sem pressa sobre a cama da hospedagem, que era um misto de rede e cama, pois quando alguém deitava nela quase chegava no chão. Ao acordar percebi que estava curvo também, quase do mesmo formato da cama. Isso iria exigir alguns alongamentos para que eu não ficasse nesse estado.
 
Saímos para um café da manhã, que tomamos numa padaria na esquina da quadra onde estavamos instalados. O resto do dia foi dedicado para conhecer a cidade que é conhecida como “Cidade Branca”, devido às suas diversas construções em pedra vulcanica de coloração branca, chamada Sillar. Todas as construções remotam do tempo dos espanhóis, não havendo ruínas como na região de Cusco aqui.
 
Esta região era habitada por um povo distinto dos incas, chamados Collaguas, conhecidos por serem execelente tecedores e possuidores de grande rebanhos de alpacas. O nome Arequipa surge de acordo com uma velha lenda, que conta que em uma ocassião o inca Mayta Cápac, passava pela região e decidiu acampar. Quando deu a ordem de partir, alguns de seus soldados solicitaram permanecer no local, pedido que foi respondido com “Ari Quepai” que significa “Sim, fiquem”.
 
Durante o período republicano Arequipa foi cenário de diversos conflitos políticos e de propostas revolucionárias. Já no século XIX, a região se converteu num importante centro de exportação de lã de ovelha e de alpaca para a Inglaterra, passando a ter grande influência econômica no panorama peruano. Hoje, Arequipa é o principal centro econômico do sul do país.
 
Após conhecermos um pouco mais da cidade e visitar alguns de seus centros turíticos, como a Praça de Armas da cidade, a Catedral, o Monastério Santa Catalina e outros, percebemos que não havia mais tempo e o Arício tinha que tomar seu rumo, para não perder o ônibus e ficar mais um dia por aqui.
 
Assim, nos despedimos e lá foi ele. Mais uma vez eu estava sozinho, agora percebi isso mais do nunca, mas assim tinha que ser e minha estrada ainda é longa.
 
Sábado (12 de agosto de 2006)
Arequipa
 
Agora eu não tinha mais ninguém para falar em português, tinha apenas que correr um pouco para colocar em dia algumas coisas que eu acabei não fazendo nestes dias. Comecei lavando minha roupa, depois fui até os jornais da cidade que fizeram algumas matérias comigo. Só depois fui dar uma boa pedalada na região e aproveitei para conhecer alguns pontos interessantes da cidade.
 
No meio dessa pedalada aproveitei para conhecer a Aldeia Infantil de Arequipa, que estava um pouco afastada da cidade, mas foi bem interessante conhecer as crianças que ali viviam. Especialmente porque eu estava com a bicicleta e elas ficaram espantandas em ver uma pessoas que estava viajando tanto.
 
Foi interessante também conhecer as diferenças entre as aldeias de diferentes países. Aqui tive a impressão de ser uma casa comum, entretanto com mais crianças. Um pouco diferente do que eu vi no Chile, onde as crianças tinham mais liberdade e ficavam mais livres, o que resultava num ambiente mais agradável.
 
De toda forma, em todas partes as pessoas das Aldeias são sempre muito simpáticas e atenciosas, buscando saber cada detalhe da minha viagem. Foi divertido estar alí, fiquei algumas horas, mas depois tive que ir embora, antes que anoitecesse.
 
Quando cheguei no centro da cidade me deparei com uma multidão na praça. Fui buscar saber o que era aquilo e descobri que haviam começado as festividades em função do aniversário de Arequipa, dia 15 de agosto. A partir de agora, em diversas partes da cidade começarão shows de música e espetáculos de dança, trazendo grupos de diversas partes do mundo, inclusive do Brasil.
 
Pelo visto vou ficar aqui por mais 1 ou 2 dias, aproveitando que eu cheguei aqui na época certa.
 
Domingo (13 de agosto de 2006)
Arequipa
 
Acordei com a sensação de domingo. Daquele dia que você não sabe ao certo o que fazer. Mesmo sentido isso, a primeira coisa que fiz foi ligar para a minha casa no Brasil. Já fazia 2 semanas que não falava com meus pais e agora sentia muita saudade, talvez pelo fato de estar cercado por uma multidão que veio para as festas da cidade e mesmo assim estar sozinho.
 
Matei a saudade e fui tomar meu café da manhã na padaria da esquina. Depois caminhei até a praça da cidade, percebi que alí havia gente durante todo o dia, até na primeira hora da manhã.
 
Voltei para a minha hospedagem, peguei minha bicicleta e fui até o Mirante de Yanahuana, que fica numa parte alta da cidade. É um lugar interessante, construído no século XIX e formado por uma série de arcos de sillar (a mesma pedra de origem vulcânica que está em quase toda Arequipa), nos quais estão gravadas uma série de palavras de ilustres arequipenhos. Dalí se pode ter uma grande visão da cidade e do vulcão Misti, logo atrás da cidade.
 
Fiquei alí um tempo, tranqüilo, somente respirando o fresco ar desta manhã de domingo. Depois voltei para o centro, onde encontrei mais espetáculos ocorrendo na praça central, entre eles um grupo de pessoas da cidade, que se vestem como trovadores e ficam rescitando poemas e cantando músicas de séculos atrás.
 
Almocei e resolvi fugir um pouco do agito da cidade, aproveitando para fazer o que eu precisava e especialmente atualizar este site.

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